Crítica
Na semana passada, a major da Polícia Militar, Adriane Severo, usou as redes sociais para denunciar a desvalorização dos policiais militares em Roraima, com destaque para a questão salarial. Na publicação, ela pediu que o governador Antonio Denarium volte o olhar para a categoria, que, segundo ela, tem sido tratada como invisível pelo poder público. A major afirmou ainda que os policiais só costumam ser lembrados em vídeos de caráter midiático. A própria população também já entendeu que a atual gestão usa as redes sociais para maquiar os problemas, sobretudo, na segurança pública. No entanto, a imprensa divulga sempre casos de violência e até pesquisas onde Roraima aparece de forma vergonhosa em rankings negativos. O problema sem dúvidas começa pela falta de valorização do policial que está à frente das ocorrências arriscando a própria vida para a defesa de todos.
Rebateu
E quem não gostou nada da crítica aberta feita pela policial, foi o comandante-geral da corporação, coronel Overlan Lopes Alves. Durante um evento do Governo com a presença de Denarium, ele usou a fala para dizer que a polícia iniciou uma apuração interna para analisar a conduta da major. Segundo ele, a ação viola as normas da legislação militar e, se comprovado a irregularidade, o procedimento administrativo pode evoluir para uma sindicância. E o que chama a atenção, é que o comando da Polícia Militar é efetivo em combater as críticas, enquanto não há ações para combater a corrupção dentro da corporação que se alastrou na atual gestão.
Dois pesos…
O interessante é que na atual gestão de governo, o tratamento dado aos policiais militares tem dois pesos e duas medidas. A major Adriane Severo vai responder processo interno por ter criticado a desvalorização da tropa. Além disso, ela foi removida da função que ocupava no Centro de Policiamento da Capital (CPC). Por outro lado, os policiais investigados e acusados pelo Ministério Público de sequestrar e torturar o jornalista Romano dos Anjos, foram beneficiados em funções administrativas dentro da PMRR. Inclusive, tem dois deles atuando no RH dentro do Quartel do Comando-Geral, ali bem próximo do comandante-geral da corporação. Outro está no Departamento Financeiro e, conforme denúncia recebida pela reportagem do Roraima em Tempo, viaja constantemente para fazer cursos pela instituição.
Normandia
O Ministério Público de Roraima (MPRR), determinou a instauração de um Procedimento Administrativo para apurar as suspeitas de irregularidades em contratos, fraudes em licitações e outros atos ilícitos, bem como omissões cometidas por administradores públicos municipais da atual gestão da Prefeitura de Normandia. Ou seja, ao que parece, por lá anda ocorrendo uma série de erros que a administração tem fechado os olhos de forma proposital.
Bonfim
E por falar em má administração, tem prefeito no interior tratando prioridades com total descaso. Em Bonfim, o Ministério Público determinou que prefeito, Romualdo Feitosa efetive a transferência imediata e integral de todas as atividades e serviços do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) para o novo prédio construído. A obra ficou pronta mas os atendimentos continuam acontecendo em uma estrutura antiga e precária. O órgão ainda destacou que não dar o devido destino de um bem público configura improbidade administrativa.
Da Redação


