PMRR conclui um dos processos administrativos dos policiais acusados de sequestrar jornalista

Agora, o processo está na mesa do governador de Roraima, a quem cabe a decisão final e assinatura

PMRR conclui um dos processos administrativos dos policiais acusados de sequestrar jornalista
Foto: Arquivo Pessoal

Escama

Semana passada, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 45,3 milhões em bens e contas de investigados na segunda fase da Operação Escama. Quem voltou a ser alvo foi o ex-deputado Masamy Eda. A ação apura supostas irregularidades em contratos destinados ao fornecimento de gêneros alimentícios para as escolas da rede estadual. As investigações continuam a partir da análise do material apreendido durante a primeira fase da operação.     Anteriormente,  a polícia havia apreendido um carregamento de peixe na Seed. Conforme denunciado ao Roraima em Tempo, uma empresa contratada para fornecer tambaqui para a merenda escolar, entregou mandi, o que alertou para suspeita de fraude.

Caso Romano 1

O desembargador Ricardo de Aguiar Oliveira concedeu um habeas corpus para suspender o processo em que o ex-deputado Jalser Renier, seis policiais militares e um ex-servidor da Assembleia Legislativa respondem pelo sequestro do jornalista Romano dos Anjos, ocorrido em outubro de 2020. A defesa alega que o processo tramitou perante o Pleno do TJRR por conta do cargo que Jalser ocupava. Contudo, ao ter o mandato cassado na Assembleia, o processo passou a tramitar em Primeira Instância. Desse modo, a defesa de Jalser pede que a sentença seja dada pelo Pleno do Tribunal, como se Jalser ainda fosse deputado. O desembargador Ricardo Oliveira então concedeu a liminar que beneficia e muito Jalser Renier e o processo está suspenso até uma decisão final.

Caso Romano 2

O processo está concluído e chegou na fase final. Agora, falta apenas o juiz responsável, Cleber Gonçalves Filho, emitir uma sentença. Ou seja, havia possibilidade de o magistrado chegar a uma decisão final a qualquer momento. Dessa forma, a decisão do desembargador Ricardo Oliveira beneficia e muito Jalser e os outros réus. Isso porque, além de ganharem tempo, o ex-deputado e os outros acusados podem buscar formas de enfraquecer o processo, que já corre na Justiça de Roraima há cinco anos.

Justificação

A Polícia Militar já tem resultado de um dos processos administrativos abertos para apurar a conduta dos policiais acusados pelo sequestro de Romano dos Anjos. O Conselho de Justificação, que avalia a permanência de três dos seis militares, foi concluído e a Polícia Militar julgou as acusações improcedentes. Ou seja, inocentou os investigados. Como trata-se de oficiais, apesar da decisão da PMRR, o processo seguiu para o gabinete do governador, a quem cabe a decisão final e assinatura. Já o Conselho administrativo, que estuda a participação de três praças no crime, ainda está em andamento, inclusive com um dos responsáveis pelo caso de férias.

 

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