Uma investigação da Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio do 4º Distrito Policial (DP), com apoio da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), recuperou oito aparelhos celulares em Roraima e Amazonas.
Um dos dispositivos furtado durante a Expoferr, realizado em novembro de 2025, em Boa Vista, acabou sendo localizado em Manaus. De acordo com o delegado Guilherme Peres, o aparelho foi rastreado, o que verificado que estava sendo usado na cidade amazonense. A polícia apreendeu o dispositivo e restituiu à proprietária, residente em Boa Vista.
No dia 23 de janeiro, as equipes recuperam os outros sete celulares. Os aparelhos haviam sido furtados em um estabelecimento comercial no bairro Pintolândia, em Boa Vista.
O crime ocorreu na madrugada do dia 29 de maio de 2024, quando dois homens, com os rostos cobertos e utilizando máscaras e luvas, invadiram o local pelo telhado, quebrando telhas e o forro do estabelecimento.
Os suspeitos também furtaram diversos objetos, entre eles dois consoles PlayStation 5, vários aparelhos celulares de diferentes marcas e modelos, um tablet infantil, além da quantia de R$ 11.791,63 em dinheiro.
Entrega espontânea contribui para recuperação dos bens
Durante as investigações, diversos objetos a polícia recuperou ainda em 2024. Um dos aparelhos celulares foi entregue espontaneamente por uma mulher que havia adquirido o item por meio de um site de compra e venda, pelo valor de R$ 600, sem nota fiscal.
De acordo com seu relato, o vendedor entregou o aparelho pessoalmente, embalado na caixa e com carregador, exigindo pagamento exclusivamente em dinheiro. Após a transação, o perfil do vendedor deixou de existir na plataforma, o que levantou suspeitas sobre a origem do produto. Diante disso, a compradora decidiu entregar o aparelho no 4º DP.
Delegado alerta sobre o crime de receptação
O delegado Jonathan Freese alertou que pessoas que adquirem aparelhos celulares sem nota fiscal, por valores muito abaixo do mercado ou em condições suspeitas podem responder pelo crime de receptação.
“A pessoa tem o dever de desconfiar. Comprar celular sem nota fiscal, por um valor muito abaixo do mercado ou sem saber a procedência pode gerar responsabilização criminal. Temos indiciado muitas pessoas por receptação, ainda que na modalidade culposa”, destacou o delegado.
Conforme ele, mesmo sendo considerado um crime de menor potencial ofensivo, as consequências podem ser significativas. “Em alguns casos, a pessoa acaba respondendo a termo circunstanciado e sendo condenada à prestação de serviços à comunidade. Às vezes, o que parecia um bom negócio acaba saindo caro”, completou.
As diligências, de acordo os delegados, seguem em andamento com o objetivo de identificar os autores do crime e recuperar os demais objetos furtados.
Fonte: Da Redação


