O Ministério Público Eleitoral, pediu o afastamento de Genilson Costa da presidência da Câmara Municipal de Boa Vista e de Francisco das Chagas Lisboa Júnior do cargo de coronel da Polícia Militar de Roraima.
Os dois são citados na denúncia apresentada nesta quinta-feira, dia 12, pelo órgão à Justiça Eleitoral contra um grupo de 16 pessoas suspeitas de integrar um esquema estruturado de compra de votos durante as eleições municipais de 2024, em Boa Vista. Segundo o órgão, o grupo teria atuado de forma organizada para beneficiar candidatura nas últimas eleições.
O esquema
As investigações apontam que o grupo aliciava eleitores mediante o pagamento de valores em dinheiro, que variavam entre R$ 100 e R$ 150, em troca do compromisso de voto. Como forma de controle, os eleitores eram orientados a gravar vídeos ou tirar fotos. Isso portando material de campanha do candidato, comprovando a promessa de voto.
O esquema utilizava planilhas, listas manuscritas, grupos de mensagens instantâneas para organizar o pagamento, o cadastro de eleitores e a prestação de contas interna. Além disso, as investigações também identificaram o transporte irregular de eleitores no dia da votação. Assim como a atuação de integrantes responsáveis por monitorar ações de fiscalização e repassar informações sigilosas ao núcleo de comando do grupo.
Uso de R$ 4 milhões
Assim, as apurações indicam que milhares de eleitores eram cooptados, com movimentação de valores. Conforme as investigações, esses valores ultrapassariam milhões de reais, todos à margem da contabilidade oficial da campanha.
“As anotações capturadas no celular de Genilson sugerem que o montante global movimentado pela associação criminosa ultrapassa a cifra de R$ 4 milhões. Valor seis vezes superior ao patrimônio declarado pelo candidato”, narra trecho da denúncia.
Fonte: Da Redação


