Esquema de desvio de verba extra na UERR foi fortalecido em 2022

Foram identificados pagamentos que superam R$ 140 milhões, quando o orçamento da Universidade naquele ano era de R$ 64 milhões

Esquema de desvio de verba extra na UERR foi fortalecido em 2022
Governador Antonio Denarium e Regys Freitas – Foto: Rprodução/Facebook

Pedido

O Ministério Público pediu a prisão do ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Régys de Freitas, no âmbito da investigação que apura suposto direcionamento de contratos e desvio de recursos públicos na instituição. De acordo com o documento, o pedido cautelar se baseia na suspeita de que investigados estariam ocultando provas, com possível adulteração de dados no sistema de pagamentos do Governo do Estado, o Fiplan. Ao longo dos anos, Régys vem acumulando uma série de escândalos. Inclusive, com repercussão até na  imprensa nacional, quando em 2023, a TV Record em reportagem especial, apontou o crescimento astronômico do patrimônio de Freitas enquanto esteve à frente da instituição de ensino.

Discrepância

Um documento ao qual esta coluna teve acesso nesta quinta-feira,11 , contém parte do depoimento do atual reitor ada UERR. Ele relatou que o vice-reitor pegou um mapa do sistema de pagamento do Governo e fez comparações com os pagamentos feitos pela UERR. Ele chegou ao valor de R$ 140 milhões apenas em 2022. Mas, o mais curioso é que em 2022 o orçamento da Universidade era entre 80 e 90 milhões de reais. Vale lembrar que em 2022 foi o ano em que o governador Antonio Denarium foi reeleito, na maior compra de votos da história de Roraima. E que Régys era um de seus principais operadores financeiros.

Esquema

O esquema era o seguinte: o orçamento da UERR era de cerca de R$ 90 milhões, mas o então reitor fazia pedidos de verba suplementar ao governador Antonio Denarium. Desse modo, Denarium fazia decretos de créditos suplementares por excesso de arrecadação para a UERR. Assim, Régys tinha liberdade de operar essas verbas extras para fazer  oque bem entendesse. Assim como fez. Segundo o MPRR, o prejuízo identificado nas investigações são de cerca de R$ 17 milhões. Fora isso, há ainda o que as investigações não conseguiram comprovar.

Certeza da impunidade

O MPRR diz que Régys sempre assegurou que nada aconteceria com ele, em razão da influência que exerce dentro do Poder Judiciário de Roraima, tal como foi explicitado na denúncia feita pelo MPRR, no pedido de prisão e nos pedidos cautelares para que ele não ocupe cargo público temporariamente. Agora, resta saber se a Justiça vai considerar o pedido e atender.

Da Redação

Comentários

guest
0 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
0
Would love your thoughts, please comment.x