O Governo Federal enviou, de forma emergencial, uma equipe de saúde para aumentar o número de profissionais que atuam no polo base da região de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A medida ocorre após o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami confirmar três mortes e oito casos suspeitos de coqueluche.
A equipe enviada é composta por médico, técnico de enfermagem, enfermeiro e socorrista. O time se juntou às equipes do Dsei Yanomami que já estão em Sururucu fazendo buscas ativas por novos casos, coletando material para análises clínicas e reforçando a vacinação em todas as crianças de comunidades próximas.
A morte de três crianças está em investigação pelos órgãos competentes. As demais crianças que tiveram o diagnóstico confirmado seguiram para hospitais de Boa Vista. Duas delas já tiveram alta e voltaram para suas respectivas comunidades. Todos os pacientes suspeitos de coqueluche e as pessoas que tiveram contato com eles estão em tratamento.
Centro de Referência em Surucucu
Em setembro de 2025, o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) do Brasil começou a funcionar no Território Yanomami, em Roraima. A unidade teve um investimento federal de cerca de R$ 29 milhões, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento de casos graves, oferecer suporte em urgências e emergências e reduzir a necessidade de remoções a centros urbanos distantes. A construção da unidade contou com o apoio da Central Única das Favelas (CUFA) e da ONG alemã Target Reudiger Nehberg.
Fonte: Da Redação


