Após três mortes por coqueluche, Governo Federal envia equipe para reforçar atendimento na Terra Yanomami

Óbitos seguem em investigação pelos órgãos competentes

Após três mortes por coqueluche, Governo Federal envia equipe para reforçar atendimento na Terra Yanomami
Foto: Alejandro Zambrana /MS

O Governo Federal enviou, de forma emergencial, uma equipe de saúde para aumentar o número de profissionais que atuam no polo base da região de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A medida ocorre após o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami confirmar três mortes e oito casos suspeitos de coqueluche.

A equipe enviada é composta por médico, técnico de enfermagem, enfermeiro e socorrista. O time se juntou às equipes do Dsei Yanomami que já estão em Sururucu fazendo buscas ativas por novos casos, coletando material para análises clínicas e reforçando a vacinação em todas as crianças de comunidades próximas.

A morte de três crianças está em investigação pelos órgãos competentes. As demais crianças que tiveram o diagnóstico confirmado seguiram para hospitais de Boa Vista. Duas delas já tiveram alta e voltaram para suas respectivas comunidades. Todos os pacientes suspeitos de coqueluche e as pessoas que tiveram contato com eles estão em tratamento.

Centro de Referência em Surucucu

Em setembro de 2025, o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) do Brasil começou a funcionar no Território Yanomami, em Roraima. A unidade teve um investimento federal de cerca de R$ 29 milhões, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento de casos graves, oferecer suporte em urgências e emergências e reduzir a necessidade de remoções a centros urbanos distantes. A construção da unidade contou com o apoio da Central Única das Favelas (CUFA) e da ONG alemã Target Reudiger Nehberg.

Fonte: Da Redação

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