Polícia Civil realiza reprodução simulada para esclarecer morte de liderança indígena em Amajari

Segundo a PCRR, as investigações seguem em andamento e outras diligências sendo realizadas para compreender com precisão o caso

Polícia Civil realiza reprodução simulada para esclarecer morte de liderança indígena em Amajari

A Polícia Civil de Roraima (PCRR) realizou neste sábado, dia 21, uma reprodução simulada na região do município de Amajari como parte das investigações sobre a morte do líder indígena Gabriel Ferreira Rodrigues, de 28 anos.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Pacaraima, Robin Felipe, as investigações tiveram início após o registro de um Boletim de Ocorrência na Delegacia Virtual, comunicando o desaparecimento do indígena. A partir da comunicação, a Polícia Civil iniciou uma série de diligências com o objetivo de localizar Gabriel Ferreira e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.

Nesse primeiro momento, os trabalhos investigativos foram conduzidos pela Delegacia de Pacaraima com o apoio do NIPD (Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas), que atuou de forma conjunta na realização de levantamentos e diligências para localizar o indígena.

Relembre

No dia 10 de fevereiro, o corpo de Gabriel Ferreira Rodrigues foi localizado por moradores e familiares em uma área próxima à rodovia, a cerca de 26 quilômetros da RR-203, no município de Amajari.

O líder indígena estava dez dias de desaparecimento. Conforme boletim de ocorrência ele teria saído de casa para participar de um evento na Comunidade Indígena Juracy, na região do Amajari, sendo visto pela última vez entre 6h e 7h da manhã, no local da festividade.

A partir da localização do corpo, a delegacia de Pacaraima passou a concentrar os esforços investigativos para esclarecer as circunstâncias da morte, assim como identificar eventual autoria, caso seja confirmada a existência de crime.

Compreensão do caso

Conforme o delegado Robin Felipe, a reprodução simulada realizada neste sábado pela Polícia Civil representa mais uma etapa importante dentro da investigação, permitindo que a equipe técnica analise diferentes hipóteses e busque compreender a dinâmica dos fatos.

“A equipe pericial foi acionada para realizar o levantamento técnico da reprodução simulada dos fatos aqui na região de Amajari, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias da morte do indígena Gabriel. Estamos trabalhando com inclusão e exclusão de hipóteses. Neste momento, a equipe atua para confirmar ou descartar essas linhas investigativas”, explicou.

Ainda conforme o delegado, as investigações seguem em andamento e outras diligências continuam sendo realizadas para que seja possível compreender com precisão o que ocorreu.

“Ainda não há nada 100% concluído. Seguiremos com os trabalhos para fechar toda a cadeia de eventos e estabelecer uma possível dinâmica dos fatos”, completou.

O diretor do ICPDA, Sttefani Ribeiro, destacou que a reprodução simulada é um instrumento técnico importante para confrontar as versões apresentadas com os vestígios coletados no local.

“A equipe pericial foi acionada para realizar o levantamento técnico da reprodução simulada justamente para esclarecer as circunstâncias da morte. Estamos analisando cuidadosamente cada elemento encontrado. Algumas hipóteses já foram excluídas, outras permanecem sob análise, e seguimos trabalhando para confirmar ou descartar cada uma delas”, afirmou.

Reforço

A ação foi executada por meio do ICPDA (Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida) e integra as diligências conduzidas pela Delegacia de Pacaraima, responsável pela investigação do caso. A reprodução simulada foi acompanhada pelo delegado-geral da PCRR, Luciano Silvestre; pelo diretor do DPJI (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), delegado Márcio Amorim; pelo delegado titular da Delegacia de Pacaraima, Robin Felipe; pelo secretário da Sesp (Secretaria de Segurança Pública), delegado Vinícius Souza; pelo diretor do ICPDA, Sttefani Ribeiro; pela diretora do IML (Instituto de Medicina Legal), perita odontolegista Marcela Campelo; além de representantes da FUNAI (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e do Conselho Indígena de Roraima.

Fonte: Da Redação

0
Would love your thoughts, please comment.x