Mais que imoral, médico receber sem trabalhar é crime contra os pacientes

Um único clínico geral do Hospital de Rorainópolis precisou acompanhar um paciente acidentado em remoção para Boa Vista pela falta do ortopedista que recebia sem trabalhar. O paciente morreu durante a viagem e o hospital ficou sem médico para atender a população

Mais que imoral, médico receber sem trabalhar é crime contra os pacientes
Hospital de Rorainópolis – Foto: Divulgação/Governo de Roraima

Julgamento 1

A coligação Roraima Muito Melhor protocolou no Tribunal Superior Eleitoral um pedido para que seja retomado o julgamento do recurso do governador Antonio Denarium (Progressistas), que está há quase dois anos por lá. O processo está sob a vista do ministro Kassio Nunes Marques desde 11 de novembro do ano passado. O prazo regimental para devolução já foi ultrapassado, mas até o momento não houve manifestação. Antes disso, o caso também ficou sob análise do ministro André Mendonça, que manteve o processo por cerca de dois meses após pedido de vista.

Julgamento 2

O julgamento do recurso do governador de Roraima, Antonio Denarium já tem quase dois anos que chegou ao TSE e continua sem um desfecho, mesmo diante da condenação no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Agora, chegou o ano eleitoral novamente, Denarium continua no cargo e segue utilizando todo o poder do dinheiro público a favor de si.

Caso Romano

O caso do jornalista Romano dos Anjos continua em debate na Justiça de Roraima após o pedido de habeas corpus apresentado pelo ex-deputado estadual Jalser Renier, apontado como mandante do sequestro. Os juízes Luiz Fernando Mallet e Graciete Sotto Mayor, além da desembargadora Tânia Vasconcelos, votaram de forma unânime na análise do caso. Com a decisão, ficou definido que todos os acusados de envolvimento no sequestro e nas agressões contra o jornalista serão julgados pelo Pleno do Tribunal de Justiça, ou seja, pela Corte maior do TJRR. A Justiça entendeu que Jalser Renier possui foro privilegiado. O entendimento segue decisão do STF, que estabelece que processos contra autoridades devem permanecer na segunda instância, mesmo após o término do mandato. Assim, o julgamento deixa de tramitar na primeira instância e passa a ser analisado diretamente por desembargadores. Que seja na primeira, segunda, ou até décima instância, mas que se faça Justiça!

Denunciado 1

Um médico ortopedista do Hospital de Rorainópolis foi  denunciado pelo Ministério Público por registrar atendimentos em diferentes estados no mesmo período. Conforme a Promotoria de Justiça, ele teria acumulado cargos públicos em Roraima e no estado do Amapá com sobreposição de horários, enquanto recebia pagamentos extras por plantões e atendimentos que, segundo a investigação, não poderiam ter sido realizados simultaneamente. É que ele mantinha dois contratos de 40h semanais com a Sesau e um vínculo ativo no Hospital Estadual de Oiapoque, no Amapá, entre janeiro de 2022 e agosto de 2023. Afinal, onde de fato estava esse médico? Ao que parece, pelas denúncias envolvendo a falta de médicos na unidade hospitalar, ele estava “longe” dos compromissos com a população.

Pacientes sofrem

Também vale lembrar que, se ele conseguiu receber sem trabalhar enquanto pacientes precisavam de seus serviços, é porque seus superiores assinaram sua frequência e enviaram para o RH  fazer os (in)devidos pagamentos. Segundo uma denúncia feita ao Ministério Público em 2021, uma vítima de acidente com fratura de fêmur em estado grave precisou ser transferida para Boa Vista, no dia 7 de março, em razão da ausência de médico ortopedista. Na ocasião, o único clínico geral da escala precisou se ausentar do hospital para realizar a remoção do paciente, deixando a unidade de saúde sem clínico geral. O paciente faleceu durante a viagem para a capital. À época, Promotoria de Justiça de Rorainópolis instaurou procedimento para apurar a morte do paciente

Fumaça 1

Uma “neblina” diferente no ar. Mas o fenômeno não se trata de mudança climática, como antigamente era comum amanhecer no estado com a tradicional névoa. O que se vê agora é fumaça provocada pelas frequentes queimadas, seja no lavrado ou em terrenos baldios espalhados pela cidade. O Governo de Roraima prorrogou o autorização para o uso do fogo controlado até o dia 6 de março. Enquanto isso, a fumaça segue prejudicando a qualidade do ar e a saúde da população. Neste período mais seco do ano, o risco de incêndios aumenta consideravelmente, exigindo maior conscientização da população e fiscalização por parte das autoridades. A prática de atear fogo em áreas abertas, além de ilegal em muitos casos, traz prejuízos ambientais e coloca vidas em risco.

Da Redação

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