Projeto leva debate sobre bullying a alunos de escola na capital

Atividade da Defensoria leva conscientização para adolescentes sobre o impacto do comportamento na vida emocional e social

Projeto leva debate sobre bullying a alunos de escola na capital
Divulgação DPE

A Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR) promove uma ação de educação em direitos na Escola Estadual Gonçalves Dias, em Boa Vista, como parte do projeto “Bullying não é brincadeira: construindo relações saudáveis na escola”. A atividade, que encerra nesta sexta-feira, 6, a partir das 14h30, reúne mais de 180 alunos do ensino médio, nos turnos matutino e vespertino.

Durante as palestras, os estudantes aprendem a identificar as diferentes formas de bullying: físico, verbal, psicológico e virtual. A intenção é que reflitam sobre as consequências emocionais, sociais e jurídicas tanto para quem sofre quanto para quem pratica esse tipo de violência.

A diretora da Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep), defensora Beatriz Dufflis, destaca que a proposta é orientar e conscientizar os jovens sobre seus direitos e deveres.

“O papel de educação em direitos é justamente conscientizar as pessoas a respeito dos direitos que elas têm e que elas não têm, e no caso específico do bullying, é explicar o que é, explicar as consequências jurídicas, as consequências psicológicas, enfim. E esclarecer aos alunos o que significa, propriamente, praticar bullying e as consequências decorrentes disso”, explicou.

Sobre a iniciativa

A iniciativa foi um pedido da gestão da escola, que identificou a necessidade de reforçar o debate sobre o tema no início do ano letivo. Segundo a professora de apoio da coordenação, Lidiane Galdino, a conscientização é fundamental para prevenir novos casos.

“Quando iniciamos o ano letivo, a gestão da escola sempre solicita essas palestras para que a gente venha ter esse trabalho de conscientização com os alunos sobre a importância de trabalhar essa temática do bullying para que não aconteça na escola. Mesmo assim, às vezes, um ou outro caso ainda acontece isoladamente”, relatou.

Para os estudantes, o momento também é de reflexão sobre atitudes do dia a dia. É que muitas vezes são tratadas como brincadeiras, mas podem causar sofrimento e exclusão. A aluna, Yasmin Wolff, compartilhou a própria experiência.

“É um assunto que a gente sempre tem que falar. Ainda mais porque tem gente que já sofreu muito, inclusive em escolas, na internet, em todos os lugares. Eu sofri bullying no segundo ano, em que eu era muito peludinha, aí os meninos brincavam com isso, me chamando de loba. Inclusive por causa do meu nome que é Wolff”, contou.

Resultados

Entre os resultados esperados da ação estão a ampliação da consciência crítica dos alunos. Bem como a redução de casos de bullying na escola e o fortalecimento de um ambiente mais respeitoso e inclusivo.

“A gente espera que eles sejam verdadeiras pessoas que combatam o bullying, que eles não pratiquem e que eles combatam se eles virem por acaso alguém praticando. Tomem providências, ajudem as pessoas que precisam, que estão sofrendo essa violência e que transmitam também as consequências, tudo o que eles aprenderam aqui, as consequências de se praticar bullying e não façam”, reforçou a defensora Beatriz.

Por fim, a atividade também conta com a participação da professora e psicóloga Ana Cláudia Dufflis. Ela aborda os impactos do bullying no comportamento dos estudantes, como isolamento social, tristeza, agressividade, queda no rendimento escolar e até evasão.

Fonte: Da Redação

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