Empresários do transporte escolar anunciam paralisação por falta de pagamento do Governo do Estado

De acordo com os empresários, a paralisação foi adotada como medida extrema após tentativas de diálogo com o Governo para regularizar os pagamentos em atraso, sem sucesso

Empresários do transporte escolar anunciam paralisação por falta de pagamento do Governo do Estado
Transporte escolar – Foto: Gabriel Cavalcante/Roraima em Tempo

Empresários responsáveis pelo transporte escolar anunciaram a paralisação das atividades após a falta de pagamento de valores referentes ao ano de 2024 e também de repasses previstos para 2025 pelo Governo de Roraima.

Segundo documento assinado no último dia 5, a inadimplência tem provocado forte impacto financeiro nas empresas. É que elas continuam arcando com despesas como pagamento de funcionários, manutenção dos veículos, encargos trabalhistas, tributos e compromissos com fornecedores além de instituições financeiras.

De acordo com os empresários, a falta de repasses compromete a capacidade de manter as empresas funcionando. E pode levar, inclusive, à apreensão de veículos utilizados no transporte dos estudantes.

Os prestadores afirmam ainda que a paralisação ocorre como medida extrema. Isso após tentativas de diálogo com o Governo para buscar uma solução que garantisse a continuidade do serviço sem prejudicar os alunos que dependem do transporte para chegar à escola.

Do mesmo modo, empresários destacam que a decisão não é desejada. Contudo, ela se tornou inevitável diante da impossibilidade de manter o serviço sem a devida remuneração pelos trabalhos já realizados. Eles afirmam que permanecem abertos ao diálogo para a regularização do pagamento e o retorno do transporte escolar.

Relembre

Em fevereiro, o portal Roraima em Tempo recebeu denúncia de um empresário. Ele alegou a falta de pagamento, gerando uma dívida em mais de R$ 35 milhões.

De acordo a apuração, os empresários possuem contrato com o Governo desde 2019, contemplando uma frota de 73 veículos que atuam nos municípios de Amajarí, Cantá, Mucajaí, Normandia e Uiramutã. Contudo, a denúncia afirma que os problemas iniciaram em 2024, quando o secretário Mikael Cury-Ra assumiu a pasta.

Além disso, a A denúncia alegou que, pela falta do repasse, os motoristas e suas famílias estão sendo prejudicadas. “As empresas de transportes estão sem dinheiro para comprar diesel. Os motoristas estão com salários e 13º atrasados e as famílias passaram o Natal sem comida na mesa”, contou .

Diante da situação e várias tratativas para solucionar o problema, o grupo de empresários questionou o governo. “Governador, como as empresas vão rodar sem dinheiro para o combustível? Como os motoristas trabalham sem salário? Se não tem dinheiro para pagar quem já presta o serviço, como querem colocar novas empresas?”.

Citado

A reportagem entrou em contato com o Governo para posicionamento sobre o assunto. Por meio de nota, disse que A Secretaria de Educação e Desporto até a presente data, não foi oficialmente informada sobre a paralisação do serviço de transporte escolar. Ressalta ainda que desconhece a dívida na ordem de R$ 35 milhões apresentada na denúncia, e reforça que os pagamentos das empresas de transporte escolar estão em dia.

Informa ainda que reconhece débitos pontuais para algumas empresas específicas que estão inscritos em processo de reconhecimento de dívida. Os recursos já estão sendo alocados para o devido pagamento. Reforça que a pasta adota uma gestão austera e atua com zelo, respeito e comprometimento junto a fornecedores, empresários e servidores. Todas as empresas que prestam serviço de transporte escolar e que protocolam notas em tempo hábil recebem regularmente os valores contratuais.

Fonte: Da Redação

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