Uma avó procurou o Roraima em Tempo nesta segunda-feira, 23, para denunciar o descaso contra a neta, que preferiu não se identificar, que estava com várias gazes estéreis “apodrecidas” dentro da vagina. Conforme a idosa, a mãe da jovem encontrou o material neste domingo, 22, após nove dias de um parto normal, realizado na Maternidade Nossa Senhora de Nazaré, em de Boa Vista. Ela chegou a registrar em vídeo a quantidade encontrada.
No relato enviado à reportagem, a idosa contou que a neta queixava de muita dor e ardência tanto nos pontos, realizados no períneo (área entre vagina e ânus), quanto dentro da genitália e chegava a chorar por não suportar a dor. Ela contou ainda que o local estava com odor muito forte com aspecto “apodrecido”, o que causou estranheza.
“Minha neta não parava de chorar com dor. Eles costuraram ela com esses negócios dentro dela. Será que eles fazem isso com parente deles? […] a gente tem tomar providência com esses médicos, amanhã pode ser com filhos, um neto, um pai ou mãe. O problema está sério na Maternidade, tem que mandar fiscalizar aquele lugar”, desabafou.
Incomodada, a jovem pediu à mãe para verificar os pontos. Nesse momento a mulher percebeu que havia algo estranho por dentro, ao olhar com mais cuidado encontrou uma ponta da gaze. Em seguida, ela começou a puxar uma a uma e saíram várias manchadas de sague escuro. A situação causou revolta da família.
Ainda conforme a avó, a neta voltou à maternidade para relatar a situação e receber atendimento médico.
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O portal Roraima em Tempo procurou a Secretaria de Saúde do Estado (Sesau) sobre a denúncia. Em resposta, a Secretaria afirmou que após o parto normal, encaminhara a paciente ao alojamento conjunto, com orientações para a retirada do tampão vaginal — espécie de curativo — antes da alta hospitalar.
A Sesau disse ainda que, como a mulher não apresentou queixas, recebeu alta hospitalar no dia 14 de março. Contudo, não realizou a retirada do tampão vaginal.
Diante do caso da paciente, a Pasta informou que a maternidade adotará um novo fluxo. Ou seja, reforçará os protocolos e intensificação do uso do checklist de segurança, assim como da comunicação entre as equipes. E, em especial, quanto ao registro e à retirada de tampões vaginais.
Fonte: Da Redação


