Ação Caetano Filho no Centro de Boa Vista - Foto: Fernando Teixeira/Semuc/PMBV
Visando atender a população em situação de rua, a Prefeitura de Boa Vista promove há quatro anos a ação “Caetano Filho”, no Centro. A mobilização atende, em média, de 50 a 100 pessoas por dia, disponibilizando serviços que restauram a dignidade e autoestima da comunidade.
A ação é organizada pelos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) dos bairros Centro e Centenário. Ela ocorre a cada dois meses no local antes conhecido como “Beiral”. Nesta semana, foram oferecidos atendimentos médicos, testes rápidos, como HIV, Hepatite e Sífilis, entre outros, por meio da equipe do “Consultório na Rua” e da Unidade de Saúde Básica Ione Santiago, além de cortes de barba e cabelo, alimentação e direcionamento para o tratamento em casas terapêuticas.
Dentro dos CREAS, a equipe do Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) e da Coordenação de Apoio ao Dependente Químico (CADQ) atuam diretamente na orientação e acolhimento na população alvo da ação. Conforme o coordenador do SEAS, Eduardo Queiroz, a ação Caetano Filho também é uma forma de integrá-los às estratégias de abordagem social e cuidados desenvolvidos pelas equipes técnicas dos centros.
“Com esse trabalho, reafirmamos o compromisso da prefeitura com a dignidade e o bem-estar da população atendida. Desejamos que eles saibam que o CREAS está aqui para acolher e ajudar. Há 4 anos temos o objetivo de nos aproximar desse público, criar vínculos com eles, para que todos conheçam o trabalho desenvolvido pela equipe”, disse.
Além do CREAS, a ação conta com o apoio do “Consultório na Rua” e das UBS mais próximas. A médica Suzan Guilarte participa da mobilização pela primeira vez e, de acordo com ela, a iniciativa facilita a busca por atendimentos de saúde. “Com essas ações, nós conseguimos fazer uma busca ativa e chegar às pessoas sem moradia fixa. Dessa forma, promovemos qualidade de vida para todos eles”, disse.
O enfermeiro da UBS Ione Santiago, Erick Gomes, está presente na iniciativa desde o primeiro ano e enfatiza a importância desse trabalho, que envolve orientação e identificação de doenças para encaminhamento dos pacientes ao tratamento adequado. Nesses 4 anos, ele se deparou com casos marcantes. Um deles em especial tocou o seu coração.
“Há mais de dois anos, durante a ação, identificamos uma grávida. Ela não sabia da gestação e estava em situação de rua e em dependência química. Então, todos nós da equipe ficamos sensibilizados, principalmente por essa condição delicada. Por isso, acreditamos que essa iniciativa é importante para orientar e ajudar essas pessoas”, complementou.
Com uma média de 900 atendimentos por mês, os centros atendem pessoas e famílias em situações de violações de direitos, como doméstica, patrimonial e sexual, além da população sem moradia e em condições de dependência química. É uma rede de proteção e assistência que conta com uma equipe psicossocial composta por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. O objetivo é auxiliar as pessoas na superação da violência, fortalecer e restaurar os vínculos comunitários.
Fonte: Da Redação
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