Foto: Reprodução/Instagram/@Adv.ariadnemiranda
A advogada Ariádne Miranda conseguiu reverter na Justiça Federal uma decisão da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB-RR) que suspendia sua carteira funcional, a impedindo de exercer a profissão.
Ela conta que tudo começou após ser removida de um grupo da Associação de Advogados Criminalistas de Roraima (Abracrim-RR) por Eduarda Vidal, filha do presidente da Ordem em Roraima, Ednaldo Vidal.
A advogada relata que a exclusão aconteceu depois que uma pessoa pediu o contato de algum advogado criminalista e uma mulher compartilhou o número de Ariádne. No entanto, Eduarda apagou a mensagem, enviou o contato do próprio pai e, em seguida, fez a remoção.
Diante da atitude, a advogada recorreu à Justiça e conseguiu uma decisão para retornar ao grupo. Em seguida, publicou um vídeo em suas redes sociais para relatar o caso.
Segundo Ariádne, após a publicação, a filha do presidente, que não é advogada, a acusou de se autopromover nas redes sociais e a denunciou no Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-RR. Com isso, ela teve o registro suspenso preliminarmente sem ser ouvida.
Dessa vez, Ariádne recorreu à Justiça Federal. Assim, o juiz determinou que a OAB Roraima suspendesse o procedimento administrativo contra a advogada, uma vez que ela não teve direito à defesa.
“Novamente liminarmente, verificando o perigo da demora, verificando que há um risco da minha carreira, já que a advocacia é o meu ganha pão, é minha única fonte de renda, eu sou mãe solo. Não se importaram com isso. Mesmo assim quiseram suspender a minha carteira e o juiz determinou liminarmente que fosse suspenso o procedimento administrativo liminar contra mim, por ter indícios de que há ilegalidades, até o julgamento final do mandado de segurança”, explicou.
Ariádne afirma estar decepcionada diante da omissão da seccional Roraima da OAB e disse que espera uma manifestação sobre o caso.
“Eu espero, sinceramente, que a OAB se manifeste em relação ao que está acontecendo, em relação a um procedimento administrativo totalmente irregular, sem a obediência ao Estatuto da Advocacia”, disse.
Em nota, a OAB Roraima disse que não se manifesta acerca de processos disciplinares, uma vez que sua tramitação ocorre em sigilo, até o seu término, só tendo acesso às suas informações as partes, seus defensores e a autoridade judiciária competente.
Eduarda Vidal também foi procurada para se manifestar, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
Fonte: Da Redação
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