Foto: Divulgação Semuc
De vestidos rodados que marcaram apresentações, trajes de noivos e troféus à produção da tradicional paçoca de carne seca. Cada objeto guarda uma lembrança e um pedaço da história do Boa Vista Junina. Neste ano, duas novidades convidam o público a reviver memórias e conhecer de perto elementos que fazem parte da trajetória do Maior Arraial da Amazônia.
A Prefeitura de Boa Vista abriu oficialmente o Centro de Memória do Boa Vista Junina e o Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo. Os espaços foram criados para preservar tradições, valorizar a cultura popular e fortalecer a identidade cultural da capital.
O prefeito Marcelo Zeitoune destacou que a iniciativa ajuda a manter viva a história da festa junina mais tradicional da cidade.
“É um momento em que a gente preserva a nossa cultura, a cultura amazônica, a cultura nordestina e também a nossa culinária. O Boa Vista Junina já faz parte da história da cidade e esses espaços ajudam a contar essa trajetória”, afirmou.
Instalado no prédio da Intendência, na Orla Taumanan, o Centro de Memória do Boa Vista Junina reúne registros, figurinos, troféus e objetos. Eles marcaram diferentes edições do arraial ao longo dos anos.
Com a exposição “Arraial das Emoções, para sempre em nossos corações”, o espaço apresenta ao público peças históricas de quadrilhas juninas. Bem como abadás, trajes de noivos e figurinos de apresentações que fizeram parte da história do evento, incluindo roupas usadas pelo apresentador oficial do Boa Vista Junina, Chiquinho Santos.
A proposta é portanto, aproximar as novas gerações das tradições junina. Além disso, reforça o sentimento de pertencimento da população com uma das maiores manifestações culturais da Amazônia.
Outra novidade é o Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo, instalado no Centro de Artesanato Velia Coutinho. O espaço homenageia a paçoca de carne seca, símbolo gastronômico do Boa Vista Junina que entrou para o Guinness World Records em 2024.
Por fim, o local reúne utensílios de barro e ingredientes utilizados na produção da paçoca, como a farinha de mandioca exposta em um grande tacho no centro da exposição. Além, disso, o espaço também conta com lojas de artesanato que comercializam colares, bolsas, roupas, ímãs, anéis e outros produtos regionais.
Segundo a superintendente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Alda Amorim, os espaços reforçam a importância das tradições culturais e gastronômicas de Boa Vista.
“São lugares que contam a história da nossa cultura, dos grupos folclóricos e também da nossa gastronomia. É uma oportunidade para que moradores e visitantes conheçam mais sobre as tradições que fazem parte da nossa identidade”, destacou.
Por fim, a visitação é gratuita até o fim de junho. Os dois espaços seguem abertos para visitação gratuita até o dia 30 de junho, sempre das 12h às 18h.
Fonte: Da Redação
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