Cidades

Conheça e veja como funciona o Centro de Compostagem Sustentável de Boa Vista

Há um ano, a capital Boa Vista se tornou a primeira capital da Amazônia Legal a implantar um Centro de Compostagem de Resíduos Orgânicos. Desde o início da operação no Centro, o Aterro Sanitário da capital reduziu a emissão de 1.400 toneladas de gases de efeito estufa.

De acordo com o prefeito Arthur Henrique, o Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos tem avançado ao longo dos anos em Boa Vista, promovendo, portanto, a preservação do meio ambiente.

“Reafirmamos nosso compromisso com a sustentabilidade quando implantamos o Centro de Compostagem e Ecopontos no município. Trabalhamos juntos para garantir uma cidade mais limpa, responsável e preparada para o futuro, priorizando, o bem-estar da nossa população e a preservação do meio ambiente”, disse.

Passo a passo da compostagem

No Centro de Compostagem, o resíduo passa por vários processos até se tornar um adubo orgânico de qualidade. Em um primeiro momento, encaminhado à “área de transbordo”, o resíduo passa por triagem. Depois segue para “baias e leiras”, espaços para mistura do material, controle de temperatura e umidade.

Todo o processo de acompanhamento do resíduo tem duração de três meses. Ao término desse período, o composto é peneirado e ensacado. Conforme o coordenador do Centro de Compostagem, Heleno Bomfim, todo o material reaproveitado vai para a agricultura familiar, bem como para as comunidades indígenas.

“Mais da metade de resíduo que a gente produz é orgânico e com o centro é possível mitigar gases do efeito estufa. Os produtores da agricultura familiar têm acesso a um material de excelente qualidade. Ou seja, com todos os níveis de temperatura, nitrogênio, assim como fósforo e potássio, como também os macros e micronutrientes adequados para o plantio”, destacou.

Agricultura familiar

A Secretaria Municipal de Agricultura de Assuntos Indígenas (SMAAI) recebe o adubo produzido. Logo depois, a Pasta encaminha para agricultores beneficiados pelo Plano Municipal do Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA)e comunidades indígenas. Após o plantio, parte da produção é destinada à merenda escolar dos alunos de Boa Vista.

Desde o início da distribuição do composto, 75 famílias agricultoras retiraram a via PMDA, além da entrega de 39 toneladas do adubo para as comunidades indígenas. Dessa forma, a Prefeitura de Boa Vista beneficia aproximadamente 100 famílias com plantios coletivos. Francisco Borges, produtor rural da região Murupu tem aproveitado bem o material orgânico.

“Estou fazendo um experimento com o adubo na minha propriedade. Preparei ele para fazer mudas de açaí, abóbora e melão em saquinhos. Estou com os canteiros prontos e esperando as sementes germinarem para plantio. Ainda é tudo no início, mas estou confiante com os resultados”, relatou.

Toneladas de adubo

Conforme a prefeitura, no primeiro ano de funcionamento, o Centro de Compostagem recebeu 1.800 toneladas de resíduos orgânicos e produziu 250 toneladas de composto. Além do material úmido (resto de alimentos), 1.300 toneladas são provenientes de podas de árvores. Serviço feito pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos, na limpeza de Boa Vista.

Como resultado, a prefeitura fechou parceria com a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI). A iniciativa é gerenciada pela Associação Amazônia Ecologia Integral (AAEI), organização local sem fins lucrativos. Parte do projeto “Boa Vista Acolhedora”, o Centro funciona em uma área de 40.000m², no Distrito Industrial.

Ecopontos de Boa Vista

Moradores que desejam descartar resíduos, como galhadas, podem levar em um dos dois ecopontos do município, localizados no bairro Cidade Satélite e Nova Cidade. Já produtores de resíduos em grande escala (empresas) entregam diretamente no Centro de Compostagem para reaproveitamento do material.

Fonte: Da Redação

Josiele Oliveira

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