Cidades

Cheias no rio Branco e Tacutu colocam Roraima em alerta para possíveis inundações

A elevação no nível dos rio Branco e rio Tacutu dos últimos dois dias, colocou Roraima em alerta para inundações. De acordo com o Boletim Informativo da Coordenação Geral de Vigilância em Saúde (CVGS), o nível do rio Branco chegou à 8,0 m na capital, 8,5 m em Caracaraí, enquanto o nível do rio Tacutu, no município de Bonfim chegou à 11,7 m.

Embora ambos apresentem grande volume de cheia, ainda assim se encontram abaixo da média histórica de 10,28m em Boa Vista, 11,14m em Caracaraí e 13,23 em Bonfim, registradas em Junho de 2011.

Sistema de Alerta Hidrológico

Dessa forma, é importante o conhecimento dos impactos em relação à variação dos níveis dos rios dentro de cada município, através das chamadas “Cotas de Referência”. No contexto do Sistema de Alerta Hidrológico (SAH), as cotas de referência associadas aos alertas de inundações graduais, seguem principalmente as seguintes definições:

  • Cota de Inundação Severa: cota em que a inundação provoca danos severos ao (Alerta Roxo)
  • Cota de Inundação: cota em que o primeiro dano acontece no município (Alerta Vermelho)
  • Cota de Alerta: possibilidade elevada de ocorrência de inundação (Alerta Laranja)
  • Cota de Atenção: possibilidade moderada de ocorrência de inundação (Alerta Amarelo)

Portanto, o município de Caracaraí apresenta possibilidade moderada de ocorrência de inundação(Alerta Amarelo). As cotas de alerta, segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), são de 8,50m para Boa Vista e 9,00m para Caracaraí.

Possibilidade moderada de ocorrência de inundação em Caracaraí – Foto: Divulgação / CGVS

Ne entanto, no município de Bonfim, o Rio Tacutu que também passa por Normandia, apresentou uma elevação de 11,7m, com possibilidade de aumento entre 20 e 30 cm. Apesar do grande volume de cheia apresentado, o rio ainda não está tão próximo da cota de alerta que é de 13,2 m. Entretanto, ambos os municípios estão sob monitoramento constante.

Próximas previsões

De acordo com Ramon Alves, responsável pelos setor hidro meteorológico da Fundação de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh), as cheias já tinham o impacto esperado devido ao grande volume chuvoso durante os meses de junho e julho, podendo se estender para agosto.

“A previsão para julho é de chuva acima da normal. Julho ainda é um mês bem chuvoso, só a partir de agosto que as chuvas tendem a diminuir mais um pouco. E tem um detalhe: agosto é um mês onde a intensidade dos ventos são bem intensas e chega até arrancar a árvore, destelhar casas”, alertou o meteorologista.

Fonte: Da Redação

Gabriel Mello

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