Foto: Divulgação/Agência Brasil
Com a chegada de um novo ano cresce a preocupação de quem quer organizar as finanças e viver com mais tranquilidade, de preferência, no azul. Para se ter uma ideia, hoje, quase 80% das famílias brasileiras estão endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC.
Mas como sair do sufoco? Especialistas dizem que o caminho é organização e planejamento, mesmo que o resultado não venha de imediato. A dona Emília Feitosa decidiu começar agora.
“Para o ano que vem eu tô quitando as dívidas. É o meu plano para o ano que vem é justamente isso, não fazer mais dívidas grandes, dar uma respirada, eu continuar com a minha poupançazinha. Agora eu tô mais em casa, não tô saindo, não tô viajando, mas ainda continuo com as dívidas altas, mas agora em dezembro a dívida maior que eu tenho eu vou terminar de pagar. E se Deus quiser vai dar tudo certo”.
Segundo o consultor financeiro Rogério Olegário, o primeiro passo é simples, mas essencial: fazer um diagnóstico completo das dívidas, anotando quanto se deve no total e quanto ainda falta pagar em cada uma. Depois disso, é preciso identificar quais dívidas são mais graves, principalmente cartão de crédito e cheque especial.
“Calcule a diferença entre o valor total e o saldo devedor. A dívida que tiver a maior Maior diferença entre um e outro, será a dívida mais grave logo após as duas primeiras: cartão de crédito e cheque especial. Depois você lista em ordem de gravidade para procurar eliminar as dívidas mais graves primeiro”.
Com as dívidas prioritárias mapeadas, a orientação é enfrentar o problema de forma direta, negociando e buscando reduzir juros, como explica Rogério Olegário.
“Reduzir despesas para sobrar um pouquinho todo mês para pagar as dívidas, a história mostra que não funciona. Eu recomendo baixar aplicações financeiras e não tendo aplicações financeiras, aí eu recomendo a venda de bens, venda o carro, a moto, um terreno, qualquer coisa que você possa transformar em dinheiro, mas não fique defendendo bens, mantendo dívidas. Você nunca vai ganhar das dívidas”.
Com as dívidas mais graves quitadas, o próximo passo é organizar o orçamento mensal. A recomendação é anotar tudo o que se ganha e tudo o que se gasta, começando pelas contas fixas e, depois, pelos gastos do dia a dia, como alimentação, transporte e lazer. Se a conta não fechar, é hora de renegociar compromissos e rever hábitos de consumo, como detalha Olegário.
“Se for negativo, trabalha para diminuir suas obrigações, negocie suas obrigações e diminua os seus desejos do dia-a-dia. Você vai chegar à conclusão que determinadas coisas não são possíveis fazer. Ou então pode até fazer diminuindo o valor médio daquele gasto e a frequência. Por exemplo, toda sexta-feira você compra uma pizza. Ela custa R$ 80 e você vai fazer quatro no mês. Compra duas, procura comprar uma pizza de R$ 70. Se você fizer as contas aí, a diferença já vai ser bem significativa”.
O consultor alerta ainda para evitar compras parceladas e lembra: pagar juros deve ser exceção, não regra. Com disciplina e persistência, cada dívida quitada representa um passo rumo a uma vida financeira mais equilibrada.
Fonte: Agência Brasil
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