Foto: Divulgação
A campanha Junho Violeta 2026 traz o lema “Liberdade não tem prazo de validade” e reforça a conscientização sobre as diferentes formas de violência contra idosos.
No Brasil, o número de denúncias por violações de direitos dessa população continua crescendo. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), cidadãos registraram mais de 435 mil denúncias entre janeiro de 2024 e abril de 2026.
Além disso, os dados mostram avanço significativo neste ano. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, vítimas, familiares e testemunhas formalizaram 75.700 denúncias. No mesmo período de 2025, o sistema contabilizou 58.296 registros. Com isso, o volume de denúncias aumentou 29,85%.
Apesar dos números elevados, muitos idosos ainda deixam de denunciar por medo de represálias ou dependência dos agressores.
A servidora da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Mayra Magalhães, explica que a violência interpessoal contra idosos inclui qualquer ação ou omissão capaz de provocar danos físicos, emocionais ou patrimoniais dentro de relações de confiança familiar ou comunitária.
Entre os principais tipos de violência estão agressões físicas, violência psicológica, abuso financeiro e patrimonial, negligência, abandono e violência sexual.
Por sua vez, dados do Observatório Nacional dos Direitos Humanos apontam que as agressões físicas, psicológicas e os casos de negligência lideram as estatísticas. Na maioria dos casos, os agressores pertencem ao próprio núcleo familiar. As principais vítimas são mulheres com idade entre 70 e 74 anos.
Além dos impactos para as vítimas, os responsáveis podem responder judicialmente pelos crimes. Conforme destaca Mayra Magalhães, o Estatuto da Pessoa Idosa prevê sanções administrativas, civis e penais para quem viola os direitos dessa população.
As punições variam de multas à detenção e reclusão, conforme a gravidade da infração. Da mesma forma, instituições de longa permanência que desrespeitam os direitos dos idosos também podem sofrer penalidades, como multas, interdição do estabelecimento, proibição de contratar com o poder público e afastamento de dirigentes.
Por fim, autoridades orientam a população a denunciar qualquer suspeita de violência. Os registros podem ser feitos pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia e garante o anonimato do denunciante. Também é possível procurar delegacias, o Ministério Público, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
Fonte: Agência Brasil
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