Foto: Divulgação/Semuc
O talento para cozinhar vem de família. Foi com duas mulheres importantes, mãe e a avó, que Bruna Nayara, de 50 anos, aprendeu os primeiros segredos da culinária. Ela se define como um milagre. Quando tinha apenas dois anos de idade, sofreu um grave acidente conhecido como escalpelamento capilar, que provocou a perda do couro cabeludo.
Durante o tratamento, ela passou oito anos vivendo dentro de um hospital. Em um dos momentos mais delicados, chegou a ficar seis meses em coma profundo. A sobrevivência, conforme ela, foi um verdadeiro ato de fé. Apesar das marcas dessa história, Bruna nunca deixou que as dificuldades definissem quem ela seria.
Anos depois, já adulta e mãe de duas meninas, enfrentou outro desafio. Em 2022, após sair do emprego, precisou encontrar uma forma de sustentar a família. Ela viu naquilo que sempre fez com amor, a possibilidade de recomeço. “Algumas amigas me falaram para fazer comida e bolo para vender”, lembrou.
De acordo com Bruna, ela começou preparando bolos, doces e salgados e, pouco a pouco, os pedidos aumentaram. O que começou de forma simples virou a principal fonte de renda da família. Determinada a melhorar o negócio, buscou capacitação. Fez cursos, participou de oficinas e passou a estudar mais sobre culinária e empreendedorismo.
Nesse processo conheceu a Agência Municipal de Empreendedorismo (AME) e conseguiu R$ 3 mil de crédito para investir no seu negócio. “Foi onde mudou a minha vida. O Sabores da Bruna é quem é hoje graças à agência, aos cursos, às oficinas, tudo”, conta.
A maternidade também foi o ponto de partida para o empreendedorismo da Maria Rita Josaphá, de 37 anos. Quando se tornou mãe, percebeu que era difícil encontrar roupas infantis que fossem confortáveis para o clima quente. Assim nasceu, há cinco anos, a Mariposa, uma marca de moda infantil pensada especialmente para meninas. O projeto começou ainda em Minas Gerais, mas ganhou força quando a família se mudou para Boa Vista.
“O clima da cidade foi muito favorável para o nosso tecido, que é o tricoline 100% algodão. A Mariposa veio comigo e virou nosso negócio principal. Antes eu tinha um trabalho CLT e era mais um hobby. Aqui tivemos essa oportunidade, a cidade nos abraçou e somos muito felizes”, conta.
Além do conforto, as roupas trazem identidade amazônica e uma proposta diferente: estimular a imaginação das crianças por meio de elementos ligados à natureza e à literatura. Maria Rita encontrou apoio na AME para fortalecer o negócio. “A gente tem esse benefício do crédito, mas também palestras e visibilidade. Eu participei de várias palestras que me ajudaram muito como profissional”, disse.
De acordo com Luciana Surita, diretora-presidente da AME, a visão humanizada da agência tem feito diferença na forma como a instituição se conecta com os beneficiários, especialmente com as mulheres, que são mais de 70% do público. “Na maioria dos casos, elas buscam no empreendedorismo um caminho para a autonomia. A nossa função é impulsionar esses sonhos, porque, quando elas vencem, a cidade também vence”, disse.
A AME já investiu mais de R$ 8 milhões em micro e pequenos empreendimentos, beneficiando mais de 2 mil empreendedores em diferentes segmentos da economia. Além do apoio financeiro, a agência promove mentorias, qualificação gerencial, assim como oportunidades de participação em grandes eventos. Dessa forma, ampliando a visibilidade dos negócios locais.
Fonte: Da Redação
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