Feminicídio: com aumento de 39% no número de casos, Roraima está entre os 10 estados do país mais perigosos para mulheres

Foram registrados 50 casos de feminicídios consumados e tentados no ano passado, uma taxa de 13,9, a 7ª maior do Brasil

Feminicídio: com aumento de 39% no número de casos, Roraima está entre os 10 estados do país mais perigosos para mulheres
Foto: Tania Rêgo

Roraima registrou 50 casos de feminicídios e tentativas de feminicídio em 2025, uma taxa de 13,9. O dado é do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil, divulgado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina.

Isso significa que a cada grupo de 100 mil mulheres, quase 14 foram mortas no ano passado. O número representa um aumento de 39% em relação a 2024, quando o estado registrou 36 casos, uma taxa de 10,0.

Roraima está entre os 10 estados do Brasil mais proporcionalmente violentos para mulheres, ocupando a 7ª posição no ranking. Em 1º lugar está Mato Grosso, com uma taxa de 20,0.

No contexto nacional, o país também registrou aumento. Em 2024 foram 5.150 feminicídios consumados e tentados, enquanto no ano passado foram 6.904, uma alta de 34%.

Perfil das vítimas, local, arma e relação

A maioria das vítimas, em casos tentados e consumados, tem idades na faixa dos 25 a 34 anos, sendo 30,9%, com uma mediana de 33 anos. A maior parte delas não tinha medidas protetivas e ao menos 22% fizeram denúncias contra os agressores.

Conforme a pesquisa, a maioria dos feminicídios contabilizados ocorreu na residência da vítima, sendo 38,25% dos casos. No espaço público (rua, praça, parque etc.) foram 23,01%. Por outro lado, na residência do casal foram 21,52% dos casos. Assim, 66,6% dos crimes ocorreram no ambiente residencial, característica de locais predominantes dos feminicídios íntimos.

Sobre o meio utilizado, na maioria dos feminicídios, os agressores usaram arma branca (faca, foice, canivete etc.), em 48,74% dos registros.

Nos feminicídios identificados no ano de 2025, na maioria deles a relação entre vítima e agressor(a) revela vínculos de proximidade. Em 46,28% dos casos de feminicídios, por exemplo, os crimes foram cometidos por companheiros(as), coabitante, com vínculo sexual. Em contrapartida, 33,15% dos casos, os(as) agressores(as) foram de ex-companheiro(a)/ex coabitante. Além disso, 7,35% dos feminicídios tinham como autores familiares diretos e 5,04% membros da família por afiliação.

Fonte: Da Redação

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