Cidades

Forças Armadas ativam nova unidade militar na Terra Yanomami

As Forças Armadas ativaram um novo Destacamento Especial de Fronteira para ampliar o combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A estrutura está localizada em ponto estratégico na comunidade de Waikás e tem capacidade para abrigar 100 militares. Ela servirá como base de apoio para outros órgãos e agências federais nas ações de segurança, preservação ambiental e proteção dos indígenas.

A unidade militar visa a contribuir com a Catrimani II, operação coordenada pelo Ministério da Defesa, iniciada em 1° de abril de 2024. Com ativação do destacamento, os militares reforçarão as ações de proteção das fronteiras do país para impedir novas invasões dos garimpeiros, bem como o deslocamento ilegal de minério na TIY. Além de melhorar a efetividade das atividades de monitoramento e de inteligência na região, a unidade auxiliará na logística de transporte de suprimentos e das equipes.

Em 10 meses da segunda fase da Catrimani, foram realizadas cerca de 3.700 ações repressivas às atividades ilícitas. Houve, por exemplo, a apreensão de 141.620 quilos de cassiterita, a inutilização de 50 pistas de pouso, 448 acampamentos e 2.409 maquinários utilizados para o garimpo ilegal, além da apreensão de 111 armamentos. Além disso, 162 pessoas foram presas. A Operação já resultou em R$ 282,7 milhões em prejuízo aos criminosos e a redução de 75% de alertas de garimpo ilegal na região. 

Operação Catrimani II

O Ministério da Defesa integra a força-tarefa do governo federal para a proteção dos indígenas, assim como combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A Operação Catrimani II estabeleceu-se por meio da Portaria GM-MD Nº 1511, de 26 de março de 2024, e ampliou as ações na região. Cerca de 800 militares das Forças Armadas se molibizaram, além de meios fluviais, terrestres e aéreos.

A atuação da Defesa ocorre em articulação com a Casa de Governo de Roraima e, além disso, conta com o apoio da Marinha; do Exército; da Força Aérea; da Força Nacional; do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa; da Polícia Rodoviária Federal; da Fundação Nacional do Povos Indígenas; entre outras agências de segurança e proteção ambiental.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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