Foto: Reprodução
Há dois anos, desde o desaparecimento da filha, Franyis Andreina Ferreira Hernandez, de 36 anos, transformou a dor em força para cuidar da neta, hoje com 4 anos. Desde junho de 2024, ela é responsável pela criação da menina, oferecendo moradia, alimentação, assistência e todos os cuidados necessários para garantir um ambiente seguro. Agora, com o apoio da Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR), busca na Justiça o reconhecimento legal dessa responsabilidade.
Segundo Franyis, a guarda judicial permitirá que ela represente oficialmente a neta em todas as situações que exigem autorização legal.
“Quero conseguir a guarda para poder realizar todos os procedimentos legais. Minha família concorda que devo cuidar dela até que, se Deus quiser, a mãe reapareça. Mantemos nossa fé inabalável. Espero uma resposta positiva da Justiça”, afirma.
A Defensoria Pública ingressou com uma ação de guarda em favor da avó materna para regularizar uma situação que já existe na prática. Com isso, a instituição pretende garantir segurança jurídica para que Franyis possa representar a criança perante escolas, unidades de saúde e demais órgãos, assegurando o pleno exercício dos direitos da menina.
O pedido é fundamentado no princípio do melhor interesse da criança, previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Do mesmo modo, o defensor público Rogenilton Ferreira Gomes, titular da 1ª Vara da Família, explica que a atuação da Defensoria vai além do acompanhamento processual. Segundo ele, o objetivo é garantir que crianças em situação de vulnerabilidade tenham seus direitos preservados e que os familiares responsáveis encontrem respaldo jurídico para exercer esse papel.
“A Defensoria Pública é fundamental para garantir o acesso à Justiça às pessoas que não possuem condições financeiras de contratar um advogado. Em casos de regularização da guarda, orientamos a família, reunimos as provas necessárias, propomos a ação judicial e atuamos na defesa dos direitos da criança, assegurando que sua situação seja analisada conforme a legislação e o princípio do melhor interesse da criança”, explica.
De acordo com o defensor, a regularização da guarda traz segurança jurídica tanto para a criança quanto para quem exerce os cuidados diariamente.
“Com a guarda formalizada, o responsável pode tomar decisões relacionadas à educação, à saúde e a outros aspectos da vida da criança. Além de representá-la legalmente quando necessário. Essa medida proporciona estabilidade, fortalece os vínculos familiares e assegura a proteção integral dos direitos previstos na legislação”, destaca.
Enquanto aguarda a decisão da Justiça, Franyis mantém assim, a esperança de garantir um futuro ainda mais seguro para a neta.
“Acredito que ela terá um futuro brilhante. É uma menina muito inteligente e tudo o que desejo é continuar cuidando dela e oferecer as oportunidades que merece”, afirma.
Quem precisa de atendimento presencial pode ir na unidade da Defensoria Pública em Boa Vista, na Avenida Sebastião Diniz, nº 1.165, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. Por fim, a instituição também mantém unidades nos municípios de Alto Alegre, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Iracema, Mucajaí, São Luiz, Pacaraima e Rorainópolis. Por fim, o atendimento virtual tem agendamento pelo WhatsApp, pelo número (95) 2121-0264.
Fonte: Da Redação
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