A tecnologia de interfaces cérebro-computador (BCIs) está prestes a dar um salto histórico. A Neuralink, empresa de Elon Musk, anunciou que pretende iniciar a produção em larga escala de seus chips/ implantes cerebrais já em 2026. O diferencial do projeto é a combinação entre alta densidade de eletrodos, dispositivo compacto e cirurgia quase totalmente automatizada, abrindo caminho para um uso mais acessível e eficiente da tecnologia.
Os implantes da Neuralink já estão sendo testados em humanos desde 2024, com foco principal em pacientes com tetraplegia, permitindo que eles controlem então computadores, braços robóticos e outros dispositivos apenas com o pensamento.
Avanços técnicos que prometem revolucionar a neurotecnologia
Como resultado, a tecnologia atua traduzindo sinais neurais em comandos digitais, promovendo avanços inéditos em reabilitação motora e comunicação assistida. Entre os destaques do implante estão:
- 1.024 eletrodos distribuídos em 64 fios ultrafinos, oferecendo precisão inédita na captura de sinais cerebrais;
- Procedimento cirúrgico simplificado, em que os filamentos atravessam a dura-máter sem removê-la, reduzindo riscos e tempo de operação;
- Automação parcial da cirurgia, permitindo padronização e potencial ampliação do acesso em larga escala.
Por fim, com a evolução do projeto, pacientes com paralisias graves poderão recuperar funções que antes eram impossíveis, utilizando a tecnologia.

