O começo do ano é marcado pela campanha Janeiro Branco, que convida todos a refletirem sobre a importância do cuidado com a saúde mental. Em Boa Vista, esse cuidado vai além do período da campanha e se consolida como uma política pública permanente, desenvolvida ao longo dos meses por meio de uma rede psicossocial integrada e em constante fortalecimento.
Em 2025, a rede municipal de saúde registrou 24.833 atendimentos relacionados a transtornos mentais e comportamentais. Esse número evidencia tanto a alta demanda, quanto a importância de um acompanhamento contínuo, humanizado e articulado, conforme pontuou a superintendente de Atenção Primária, Erika Madelaine.
“Nós temos profissionais qualificados e capacitados para acolher as pessoas e direcioná-las ao atendimento mais necessário para a sua melhora. Mas isso quer dizer também que precisamos avançar, cada vez mais, no acompanhamento, nas capacitações e no acolhimento dos usuários de forma digna”, pontuou.
Rede integrada: da atenção básica ao cuidado especializado
A Atenção Primária é a principal porta de entrada para o cuidado em saúde mental. Por meio da Estratégia de Saúde da Família (ESF), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) fizeram 13.143 atendimentos ao longo do ano passado, garantindo escuta qualificada, acompanhamento próximo às famílias e encaminhamentos quando necessário.
Além dos atendimentos individuais pela ESF, os psicólogos da equipe eMulti fizeram 5.975 atendimentos individuais ao longo do ano. Além de ações coletivas de promoção da saúde mental, como atividades em grupo que previnem o adoecimento mental e o cuidado comunitário.
Os serviços especializados complementam esse cuidado. O CAPS II contabilizou 6.772 atendimentos em 2025, com 2.090 prontuários ativos, oferecendo acompanhamento contínuo a pessoas com transtornos mentais mais complexos. Já o Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) registrou 6.117 atendimentos, destacando o cuidado em saúde mental desde a infância.
Além disso, a rede de Boa Vista também conta com serviços estratégicos que ampliam o acesso e a resolutividade do atendimento. Como o Centro de Teleassistência, que teve 471 atendimentos em psiquiatria, além de unidades como Cernutri, Família Que Acolhe (FQA), SAMU e outros, que atuam de forma integrada conforme as necessidades dos usuários.
Cuidado humanizado e integral
Mais do que atender a demanda existente, a prefeitura tem o compromisso de integrar e fortalecer a rede de cuidado em saúde mental, reconhecendo a importância do acompanhamento humanizado e contínuo como parte do cuidado integral à população.
Por fim, a diretora do CAPS II, Laniê Fontes, explicou que a promoção da saúde mental também passa por ações do dia a dia. Como a prática de atividade física e o convívio social. E nesse contexto, Boa Vista conta com praças estruturadas e academias ao ar livre, que contribuem para o bem-estar e qualidade de vida.
“Nós desenvolvemos atividades terapêuticas que incluem ‘ações extramuros’, como atividades físicas nas praças e momentos de socialização. Essas iniciativas contribuem para a reabilitação psicossocial dos pacientes, fortalecendo o cuidado e a inclusão social”, disse.
Fonte: Da Redação

