Foto: Reprodução Redes Sociais
A Justiça de Roraima determinou a exumação do corpo de Karoline Vitória, de 24 anos, que morreu após parto na Maternidade Thereza Monay Montessi em Rorainópolis. A Família, alegou que a jovem foi vítima de negligência no unidade hospitalar.
A decisão é assinada pelo juiz Guilherme Fonseca, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rorainópolis, e atende a um pedido do marido da vítima, Francinei Freitas e Silva, que ingressou com uma ação de produção antecipada de provas para investigar as circunstâncias da morte.
A ação relata a suspeita de erro médico e violência obstétrica, alegando que a Karoline teria sido submetida a mais de 12 horas de tentativa de parto normal, mesmo havendo recomendação anterior para realização de cesariana. Segundo o processo, a situação teria evoluído para hemorragia grave, necessidade de histerectomia de emergência e posterior óbito, após tentativa de transferência para Boa Vista.
De acordo com a decisão judicial, o corpo foi liberado sem exame de necropsia oficial pelo Instituto Médico Legal (IML). O que impediria a confirmação da causa da morte.
Diante disso, o magistrado determinou a imediata exumação do corpo. Ele está sepultado no Cemitério Municipal de São João da Baliza, além da realização de perícia necroscópica por equipe do IML.
Conforme relato da tia de Karoline Vitória, Edna Falcão, a sobrinha teve sangramento e procurou a maternidade do munícipio no úiltimo dia 17. Na unidade, a gestante começou a dilatar e então passou várias horas em trabalho de parto e não atingiu a dilatação suficiente.
A jovem então pediu para que a equipe médica realizasse a cesariana, mas uma médica teria contrariado o pedido e continuou a indução ao parto natural. Mesmo assim, a gestante não conseguiu evoluir. A equipe médica, então, decidiu realizar a cesariana, quando ela teve uma hemorragia e recebeu três bolsas de sangue na unidade de saúde.
Ao perceber que ela estava em estado grave, os médicos tentaram a remoção de ambulância para a maternidade de Boa Vista. Contudo, a tia da gestante revelou que, na altura da trecho de uma região conhecida como Quinhentos, a gestante sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e a equipe decidiu voltar com ela para Rorainópolis.
Ao chegar na unidade, ela teve outra parada cardiorrespiratória. A equipe ainda tentou o procedimento cirúrgico para salvar a mãe, mas ela morreu. O bebê sobreviveu e permanece internado deste o dia 17.
Nas redes sociais, houve intensa comoção com a perda precoce da mãe. Familiares e amigos se despediram da jovem e pediram justiça. Há, também, muitos comentários de mães que passaram por situação semelhante a de Karoline.
Antônio Francisco Falcão, tio da vítima, também lamentou a maneira que a sobrinha morreu. “Minha sobrinha estava começando sua família e teve sua vida interrompida de forma cruel, declarou.
Do mesmo modo, ele também cobrou justiça. “A justiça tem que existir para que esse direito fundamental à vida seja garantido e quem tem o dever de salvar vidas, cumpra com seu juramento”, desabafou. Falcão afirmou que o marido de Karoline ainda está muito abalado. Ele procurou uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra a maternidade pela morte da companheira.
Já a Sesau, lamentou fato e informou que a gestão hospitalar havia iniciado a investigação administrativa com a reunião das informações do prontuário da paciente.
Fonte: Da Redação
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