Cidades

Justiça determina que União estabeleça novas ações de combate ao garimpo ilegal na Terra Yanomami

A Justiça Federal em Roraima determinou que ocorra audiência entre a União, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para que seja elaborado novas ações de combate ao garimpo ilegal na Terra Yanomami. O pedido é do Ministério Público Federal (MPF) do último dia 17.

Conforme o MPF, as ações do Governo Federal geraram resultados positivos no primeiro semestre. Contudo, o órgão constatou retorno da atividade ilegal sobretudo nas áreas desmatadas. Além disso, há relatos de aliciamento, prostituição, incentivo ao consumo de drogas e de bebidas alcoólicas e até estupro de indígenas por parte dos garimpeiros.

‘Empreendimento criminoso’

De acordo com o procurador da República responsável pelo caso, Alisson Marugal, o garimpo ilegal é um empreendimento criminoso. “Anotou-se que o garimpo é um empreendimento criminoso de grande resiliência e de alta capacidade de reorganização, exigindo, pois, o aperfeiçoamento constante das estratégias de comando e controle.”

Além disso, o MPF aponta que a atividade possui suspeita de ligação com organizações criminosas. Ela então dá suporte logístico, financeiro e de armamentos para que os garimpeiros sigam enfrentando os agentes estatais.

Logo, o MPF disse que, é importante rever o plano de ações com base na experiência operacional dos primeiros dias de incursões contra o garimpo. E assim adotar novas providências capazes de frear a invasão.

Panorama

A Hutukara Associação Yanomami, disse que “os moradores se sentem constantemente inseguros, devido as ameaças que recebem por parte dos garimpeiros”. Como resultado, os invasores culpam a comunidade pelas operações de desocupação, e os indígenas sofrem represálias por denunciar o garimpo ilegal.

Ainda de acordo com o MPF, documentos juntados pelo órgão indicam que o problema do garimpo também desponta num quadro de desnutrição desenfreada de crianças.

Os invasores desmontaram instalações de saúde e transformaram em centro logístico da atividade ilegal. Por fim, segundo dados do relatório mensal oficial sobre os atendimentos no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEi-Y), até 4 de outubro de 2023 houve registro de mais de 20 mil notificações de gripe e 18,6 mil de malária. Pelo menos 215 mortes foram confirmadas, sendo 155 delas dentro da própria terra indígena.

Fonte: Da Redação

Polyana Girardi

Recent Posts

TRE-RR divulga balanço preliminar e não registra intercorrências na eleição suplementar

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa realizada na tarde deste domingo, 21

58 minutos ago

Eleição suplementar: Boa Vista registra movimentação tranquila na tarde de hoje nos maiores colégios eleitorais

Escolas estaduais América Sarmento, recebe mais de 3,7 mil eleitores, e Maria Sônia de Brito…

3 horas ago

Dez urnas são substituídas durante a manhã na eleição suplementar em Roraima

Índice foi considerado muito baixo e dentro da normalidade prevista para o processo eleitoral

5 horas ago

Eleitor que não votar na Eleição Suplementar deve justificar ausência às urnas

Justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título

5 horas ago

“Confundir as pessoas não é coisa de político sério”: diz Teresa Surita sobre candidatura sub judice de Arthur Henrique

Declaração ocorreu neste domingo, 21, após a pré-candidata ao Senado votar na eleição para a…

6 horas ago

Eleição suplementar: pré-candidato a deputado federal, Romero Jucá vota na Junta Comercial de Boa Vista

Político chegou ao local na manhã deste domingo, acompanhado da esposa Rosilene Brito

6 horas ago