Cidades

Lei que proíbe testes de cosméticos em animais entra em vigor no país

A Presidência da República sancionou, na quarta-feira, 30, a Lei que proíbe o uso de animais em testes de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal. A norma já está em vigor e representa um avanço na proteção dos direitos dos animais no país.

A nova legislação não altera as regras sobre testes de medicamentos em animais. A proibição é válida apenas para produtos com finalidade estética ou de limpeza corporal, e também para os ingredientes usados exclusivamente nesses itens.

De acordo com o senado, o texto tem origem no Projeto de Lei da Câmara, aprovado pelo Senado em 2022. Durante a votação, o relator Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) destacou que a medida acompanha então uma tendência mundial.

“Acompanhamos a crescente consciência social sobre a necessidade de evitar práticas cruéis contra animais. Elas são absolutamente desnecessárias diante do avanço do conhecimento científico”, afirmou o senador. “Juntamos o Brasil ao que já fazem os 27 países da União Europeia, além da Coreia do Sul, Israel, Nova Zelândia e Índia.”

Quando ainda será permitido

A venda de produtos desenvolvidos com testes em animais continua em três situações específicas:

Se os testes ocorrerem da publicação da lei. Se os testes tiver exigência por normas sanitárias não ligadas à área cosmética, como no caso de ingredientes testados para medicamentos, usados em cosméticos. Nesses casos, as empresas deverão comprovar a finalidade com documentos, sem utilizar selos como “livre de crueldade” ou “não testado em animais”;
• Se houver risco grave à saúde humana e não existir método alternativo disponível. Para isso, o teste precisa por exemplo, de aprovação prévia do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Vigilância e fiscalização

Além disso, as autoridades sanitárias terão o prazo de dois anos para regulamentar o uso de métodos alternativos no país. Nesse período, deverão estabelecer regras sobre os rótulos dos produtos e criar um plano de fiscalização.

A principio, lei também prevê a publicação de relatórios a cada dois anos. Isso com o número de vezes em que empresas tiveram a obrigação de apresentar documentos comprovando que cumpriram as exigências da nova norma.

Incentivo a métodos alternativos

Por fim, a legislação determina ainda que o poder público promova o uso de métodos alternativos aos testes em animais. Como simulações por computador, testes físico-químicos e experimentos laboratoriais in vitro.

Fonte: Agência Senado

Polyana Girardi

Recent Posts

Escola Estadual Alan Kardec em São Luiz do Anauá está sem aulas para curso Técnico em Farmácia, diz denúncia

Mãe do aluno afirmou que ele só está matriculado nesta escola porque quer que tenha…

35 minutos ago

Projeto que proíbe liberdade provisória a acusados de homicídio é analisado no Senado

PL altera o Código de Processo Penal para impedir que acusados de matar alguém dolosamente…

1 hora ago

Mãe de criança com puberdade precoce denuncia falta de medicamento para tratamento da filha na Saúde do Estado

Criança faz uso do leuprorrelina, medicamento que serve para interromper temporariamente a puberdade em crianças…

2 horas ago

Anvisa recolhe esmaltes em gel com substância proibida

Medida foi tomada após Impala comunicar recolhimento voluntário

4 horas ago

Prefeitura de Caroebe contrata empresa para fornecer combustíveis à Secretaria por mais de R$ 1 milhão

Extrato do contrato foi assinado pelo prefeito Osmar Filho e publicado no Diário Oficial dos…

5 horas ago

Piquenique terá música ao vivo e programação cultural ao ar livre, em Boa Vista

Programação vai acontecer no dia 28 de março, na Praça do Mirandinha, bairro Caçari

5 horas ago