Cidades

Mais de 4 mil venezuelanos estão fora de abrigos em Roraima

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) publicou relatórios que mostram que 4.728 venezuelanos estão desabrigados em Roraima. Os dados são do mês de julho.

Eles estão em Boa Vista e Pacaraima. De acordo com a OIM, Pacaraima, que faz fronteira com a Venezuela, é o que tem mais imigrantes fora de abrigos.

No total, são 2.976 venezuelanos desabrigados, o que revela um aumento de 56,3% em comparação ao mês de junho. À época, a cidade tinha 1.904 pessoas sem um lugar para ficar.

Conforme a OIM, 1.881 estão em 18 ocupações espontâneas, espaços públicos ou privados. Eles estão divididos em 610 famílias com 556 homens, 404 mulheres e 810 crianças e adolescentes.

Já em Boa Vista, são 1.752, um percentual de 6,1% menor que junho. Naquele mês eram 1.866 venezuelanos fora dos abrigos.

Além disso, houve um aumento de 49,3% na população de rua na capital. O número passou de 75 para 111.

A OIM mapeia nos espaços de acolhimento da Operação Acolhida e ocupações espontâneas.

Nestes espaços, a organização encontrou 427 pessoas na área emergencial dos Posto de Recepção e Apoio (PRA) em Pacaraima, e 1.015 em Boa Vista.

“Os dados são obtidos por meio de entrevistas e pesquisas realizadas diretamente nos espaços, com participação da comunidade e de lideranças locais. São complementados por contagens diurnas e noturnas da OIM, com apoio da Força-Tarefa”, cita.

Regularização

De acordo com os relatórios, entre os moradores de ocupação espontânea 737 estão sem documentação. Em Pacaraima, esse número representa 7% dos moradores, enquanto em Boa Vista a taxa é de 59%.

Anteriormente, a porcentagem de não regularizados em ocupações de Boa Vista foi de 96%, e em Pacaraima era de 17%.

“Com a flexibilização da fronteira e o incremento na população, no mês de julho observou-se diminuição de 10% na quantidade de pessoas em situação migratória irregular, como consequência das ações de documentação”, diz a OIM.

A abertura da fronteira foi feita pela Casa Civil da República no dia 24 de junho. Dessa forma, após a medida, o Governo Federal permitiu regularizar os venezuelanos em situação de vulnerabilidade.

A Casa Civil disse que, assim, a Operação Acolhida poderia retomar a interiorização dos imigrantes.

Com a reabertura, o jornal mostrou o intenso fluxo de venezuelanos na fronteira, que buscam refúgio no Brasil.

Enquanto aguardavam por atendimento da Operação Acolhida, eles criaram os acampamentos nas ruas da cidade.

Por Samantha Rufino

Samantha Rufino

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