Cidades

MEC lança curso de aperfeiçoamento para professores bilíngues de surdos

Com o objetivo de qualificar a formação de profissionais da educação envolvidos no ensino de estudantes surdos, o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade Federal do Cariri (UFCA) lançam a segunda edição do Curso de Formação de Professores Bilíngues para Surdos.

As instituições realizarão a formação na modalidade de Educação a Distância (EaD) e tem previsão para ter início em novembro deste ano. Dessa forma, as inscrições iniciam na segunda (4) através do link.

Com carga horária de 90 horas, a especialização terá início em 10 de novembro e término em 31 de março de 2022. Isso contando com o recesso de fim de ano que ocorrerá entre os dias 11 de dezembro e 15 de janeiro.

O curso vai abordar e debater temas relacionados às políticas e legislações brasileiras, currículo escolar bilíngue, bem como pedagogia surda, entre outros. Dessa forma, o público-alvo da formação são professores que trabalham com estudantes surdos na educação básica e/ou na educação bilíngue.

O curso estará disponível tanto para professores que atuam na rede pública como para professores que atuam na rede privada. Isso desde que sejam profissionais que trabalhem na área de educação de surdos.

Ponto para a educação inclusiva

No mês de agosto, um projeto de Lei que garante a educação bilíngue nas escolas brasileiras foi sancionado. A medida instituída determina o tratamento da educação bilíngue de surdos como uma modalidade de ensino independente, com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e o Português escrito como a segunda.

A nova modalidade de ensino atenderá às especificidades de todos os estudantes e deve iniciar ainda na educação infantil estendendo-se até o final da sua vida escolar. Isso beneficiará estudantes surdos, surdocegos, com deficiência auditiva, sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com deficiências associadas ou, ainda, que tenham optado pela modalidade bilíngue e o português escrito como segunda língua.

Com isso, será possível promover o incentivo à produção de material didático bilíngue; a formação de professores no idioma Libras; a mudança que determina que Libras seja a primeira língua e o Português escrito como segunda língua; bem como direcionar a atenção para questões linguísticas, identitárias e culturais.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

Rosi Martins

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