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O Ministério da Saúde vai destinar R$ 256 milhões para ações de fortalecimento da vigilância para o enfrentamento de arboviroses como dengue, chikungunya, Zika. Os recursos serão formalizados por meio de portaria nos próximos dias. O monitoramento do cenário de arboviroses no Brasil é uma ação constante do Ministério da Saúde, que está em alerta para o início do período de chuvas em que o número de casos, tradicionalmente, começa a aumentar.
O momento é de intensificar os esforços, reforçar a vigilância e as medidas de prevenção por parte de todos os entes da federação e da população para reduzir a transmissão das doenças.
Do valor total do investimento, R$ 111,5 milhões serão efetivados até o fim deste ano, em parcela única, para fortalecer as ações de vigilância e contenção do Aedes aegypti – sendo R$ 39,5 milhões para estados e o Distrito Federal e outros R$ 72 milhões para municípios. Além disso, a mesma Portaria fará o repasse de R$ 144,4 milhões para fomentar ações de vigilância em saúde.
Além disso, o Ministério da Saúde também vai instalar a Sala Nacional de Arboviroses (SNA). Logo, o espaço permanente permitirá o monitoramento em tempo real dos locais com maior incidência das doenças. E preparar o Brasil para uma eventual alta de casos.
Todas as ações em desenvolvimento e as futuras atividades de monitoramento e combate tem a coordenação da SNA. Com a participação de várias secretarias do Ministério da Saúde. Do mesmo modo modo, o espaço pode planejar, organizar, coordenar e controlar as medidas empregadas durante a resposta. Bem como fazer a articulação com gestores estaduais e municipais do SUS.
“Vamos trabalhar também com o treinamento das equipes de Saúde da Família para o manejo desses casos, acrescenta a secretária Ethel Maciel.
Com os recursos, estados e municípios pode ainda aumentar o número de ACEs. E fazer a adesão à compra de soro fisiológico, sal de reidratação oral de outros insumos essenciais para possível epidemia.
O Ministério da Saúde acompanha o cenário das arboviroses desde o começo de 2023. No período de março a junho deste ano, quando se costuma registrar maior incidência de arboviroses no país, a Saúde mobilizou o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE). Ao todo, 11 ações de apoio aos estados com maior número de casos e óbitos por dengue e chikungunya. Também houve a distribuição de cerca de 345 mil reações de sorologia e 131 mil exames de RT-PCR.
A Pasta investiu R$ 84 milhões na compra de adulticida e larvicida para as ações de combate ao mosquito nos estados e municípios. Lançou o painel público de dados de arboviroses; antecipou a campanha nacional de mobilização da população; capacitou de mais de 9.500 profissionais de saúde via UNA-SUS (Universidade Aberta do SUS) e 2.196 profissionais de saúde para manejo clínico, vigilância e controle de arboviroses com treinamento presencial.
Além disso, iniciou o processo de estratificação de risco intramunicipal em áreas prioritárias para a implementação de novas tecnologias, como armadilhas disseminadoras de larvicidas, Wolbachia e borrifação residual intradomiciliar.
Também ocorre uma Reunião de Preparação para o Período de Alta Transmissão das Arboviroses, que contou com a participação de representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, além de 42 municípios prioritários.
Assim, nas próximas semanas está previsto o lançamento do Guia de Manejo de Dengue e de Chikungunya, e das Diretrizes de Controle Vetorial. Haverá, ainda, investimentos na implementação de novas tecnologias de controle vetorial em 177 municípios de grande porte.
Até 25 de novembro, o país já havia registrado mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue. O número é 22,7% maior que o identificado no mesmo período em 2022.
No entanto, a taxa de letalidade, que apresenta a proporção de mortes em relação aos casos graves de dengue, ficou em 4,5%. Menor que a identificada no ano passado, que foi de 5,2%. Contudo, os efeitos das mudanças climáticas e do El Niño, que assim, causam chuvas e calor acima da média, devem intensificar a propagação do Aedes, por isso, a prevenção deve ser prioridade.
Fonte: Da Redação
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