Economia

Federação de Bancos dá dicas para compras seguras no Dia das Mães

O Dia das Mães é uma das datas mais relevantes para o varejo, impulsionada pelo forte crescimento nas vendas. Nesse período, o volume de transações aumenta e milhares de pessoas vão às compras em shoppings, no comércio de rua, assim como pela internet, cenário ideal para cometer crimes.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) chama a atenção para a recorrência de abordagens criminosas nesta época, como páginas falsas que imitam lojas virtuais e ofertas inexistentes divulgadas por e-mail, SMS e mensagens no WhatsApp. Também é comum a clonagem de sites de grandes varejistas para confundir o consumidor: basta acrescentar um caractere ao endereço ou trocar, por exemplo, a letra “o” pelo número “0”, algo que muitas vezes passa despercebido.

Golpes também aparecem em falsas lojas nas redes sociais. Em geral, são perfis recém-criados, com preços muito atraentes e um volume de avaliações “perfeitas” que tenta transmitir confiança. Para ampliar o alcance, os golpistas investem em anúncios e fazem as publicações surgirem em páginas e stories, inclusive com comentários e depoimentos falsos.

“Sempre desconfie de abordagens em que alguém diga que há uma grande oportunidade de compra e de promoções de produtos com preços muito abaixo dos praticados no mercado. Procure efetuar a compra nos sites oficiais das lojas, verificando previamente a reputação da plataforma e se o endereço do site corresponde ao oficial. E evite comprar diretamente de links divulgados em redes sociais”, alerta Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.

Cuidados com cartões

Quanto ao uso de cartões, dois tipos de golpe costumam se intensificar em datas comemorativas. O primeiro é o “golpe da troca”: ao observar você digitando a senha, o criminoso troca o cartão no momento da devolução e, com o cartão e a senha em mãos, realiza compras indevidas.

No “golpe da maquininha com defeito”, a vítima recebe um equipamento com o visor danificado — ou o atendente se posiciona de modo a impedir a visualização do valor na tela. Assim, é inserido um montante muito acima do combinado, e a diferença só é percebida algum tempo depois.

“É preciso prestar muita atenção ao comprar algo na rua e pagar com cartão. Sempre confira sempre o valor exibido na maquininha antes de digitar a senha e se recuse a fazer pagamentos se o visor estiver danificado. Também coloque você mesmo o cartão na maquininha. Se precisar entregar o cartão ao atendente, confirme na devolução se o cartão recebido é realmente o seu”, afirma Mielle.

Confira recomendações

  1. Priorize sites já conhecidos e, ao comprar em lojas pouco familiares, pesquise a reputação em plataformas de reclamações e avaliações
  1. Redobre a atenção com e-mails promocionais que trazem links. Se a mensagem não foi solicitada (ou veio de uma loja onde você nem tem cadastro), desconfie: em vez de clicar, digite o endereço no navegador e acesse o site diretamente
  1. Desconfie de empresas que exigem pagamento antecipado e prometem entrega em prazos muito longos
  1. Analise as formas de pagamento disponíveis no e-commerce e estranhe quando houver poucas opções
  1. Ofertas com preço muito abaixo do valor real merecem cautela: criminosos se aproveitam da empolgação para coletar dados e aplicar golpes
  1. Nas redes sociais, perfis falsos podem patrocinar publicações para enganar. Verifique se há selo de autenticação, se o número de seguidores faz sentido e se a página não foi criada recentemente
  1. Nas compras online, prefira usar cartão virtual
  1. Em compras presenciais, confira sempre o valor exibido na maquininha antes de digitar a senha
  1. Coloque você mesmo o cartão na maquininha. Se precisar entregar o cartão ao atendente, confirme na devolução se o cartão recebido é realmente o seu. Em momentos de aglomeração, golpistas podem aproveitar a distração para fazer a troca
  1. Ao pagar com Pix, faça a operação dentro do ambiente da loja virtual. Se a loja fornecer um QR Code, revise atentamente os dados do pagamento e confirme se o recebedor é, de fato, a loja escolhida. Só depois dessa checagem, conclua a transferência. A mesma orientação vale para boletos.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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