O Ministério Público de Roraima denunciou 17 mulheres e 5 homens membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), por organização criminosa de tráfico de drogas em Roraima. A medida é resultado da Operação Virago, deflagrada em abril, que revelou a existência de uma estrutura altamente hierarquizada, com foco no denominado “Setor da Feminina”.
Conforme a denúncia ajuizada nesta quarta-feira, 27, as mulheres exerciam funções de elevada relevância e responsabilidade. Elas assumiam o protagonismo na escala da violência e na execução das condutas típicas da facção, incluindo participação direta no “Tribunal do Crime”.
Entre os denunciados que possuíam papel importante dentro da Organização Criminosa em Roraima, está uma mulher conhecida como “Perigosa”. Ela coordenava internamente o acompanhamento de integrantes da facção que estavam presos, afastados ou fora das atividades operacionais do grupo criminoso. Além disso, atuava como referência para o ingresso de novos membros. A Delegacia de Homicídios investiga a suspeita por suposta participação em execuções de ex-integrantes da facção.
Outro nome destacado na denúncia é o conhecido como “John Wick”. Apontado como “Geral da Aviação”, ele exercia função relacionada ao gerenciamento de pontos de venda de drogas e expansão territorial da facção. Conforme a investigação, o homem participava ativamente de grupos de comunicação utilizados para coordenação de atividades ilícitas. O suspeito chegou a discutir a abertura de novos pontos de tráfico no interior do Estado.
As investigações também evidenciam a atuação de integrantes responsáveis pelo chamado setor disciplinar da facção. Entre elas está “Rhyanna”, apontada como “Disciplina da Regional Norte”. A função relaciona-se ao monitoramento de integrantes, aplicação das regras internas da organização e participação em conferências estratégicas.
O MPRR pede a condenação do grupo pelos crimes de integrar organização criminosa armada. Uma parte dos denunciados também responderá por tráfico de drogas.
Da Redação


