Cidades

MP de Roraima vai investigar falta de equipe treinada e equipada para intervir em rebeliões no Centro Socioeducativo

O Ministério Público de Roraima (MPRR) instaurou inquérito civil para investigar falta de equipe treinada e devidamente equipada para intervir em rebeliões ocorridas no Centro Socioeducativo Homero de Souza Cruz Filho (CSE), em Boa Vista. A medida, assinada pelo promotor André Nova no dia 8 de setembro, está publicada no Diário Oficial do órgão desta quarta-feira, 10.

A unidade, que é responsável por receber menores que cometeram atos infracionais, sofreu duas tentativas de rebeliões dentro de um ano.

A primeira aconteceu no dia 19 de outubro de 2024, quando novos internos causaram uma confusão após chegada no Centro Socioeducativo. Os recém-institucionalizados rasgaram colchões e fizeram barulho com batidas nas portas dos alojamentos. Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada para conter a situação.

Relacionado a este episódio, o Ministério Público chegou a denunciar dois jovens de 18 anos por danificar bem público, apologia ao crime, ameaça e corrupção de menores.

Já no dia 12 de janeiro deste ano, dois adolescentes ficaram feridos durante uma nova tentativa de rebelião na instituição. Três adolescentes quebraram janelas, portas e cadeiras na área da capela de esportes da unidade. Do mesmo modo, a PM também conteve a confusão com apoio de agentes socioeducativos.

Operação

Ainda em janeiro, a Polícia Civil de Roraima deflagrou a Operação Fio da Meada. Equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em Boa Vista e Alto Alegre, nas residências de adolescentes acusados de ameaçar agentes públicos através das redes sociais.

As investigações tiveram início após as duas tentativas de rebeliões no Centro Socioeducativo (CSE), ameaças contra um oficial da Polícia Militar, assim como ao diretor da Unidade de Semiliberdade do Sistema Socioeducativo. Além disso, havia evidências do envolvimento dos adolescentes em atos infracionais graves recorrentes.

Mesmo com o uso de números de telefone falsos, a Civil conseguiu identificar cinco adolescentes responsáveis pelos atos. Da mesma forma, a polícia apreendeu celulares, notebooks, pendrives e anotações que os investigadores analisarão.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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