Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
O tráfico de pessoas segue como uma das atividades ilegais mais lucrativas do mundo, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Estima-se que 50 milhões de pessoas estejam nessa condição, alimentando uma rede criminosa que movimenta mais de 32 bilhões de dólares ao ano. Nos últimos anos, grupos criminosos passaram a explorar ainda mais a tecnologia para aliciar vítimas, principalmente para fins de trabalho forçado e exploração sexual.
Para combater essa realidade alarmante, o Ministério Público Federal (MPF) lançou campanha nacional que reforça o enfrentamento ao tráfico de pessoas. A iniciativa informa a população sobre os mecanismos do tráfico internacional. Além de orientar sobre como denunciar o crime ao MPF, que investiga e pode acionar a Justiça contra os envolvidos.
Com o slogan “Nem toda promessa é de liberdade”, a campanha alerta sobre falsas propostas de emprego e promessas atrativas divulgadas na internet, que servem como iscas para enganar vítimas. Muitas delas acabam levadas a outros países, onde sofrem exploração, inclusive sendo forçadas a participar de golpes digitais.
A coordenadora da Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Internacional de Pessoas, Stella Scampini, reforça que o crime é difícil de investigar, pois envolve redes internacionais e exige cooperação jurídica entre países. Além disso, destaca que “muitas vítimas não se reconhecem como tal, sentem vergonha ou culpa quando percebem que foram enganadas”, o que dificulta ainda mais as denúncias.
Durante todo o mês, o MPF divulgará conteúdos informativos nos seus canais oficiais, site, redes sociais, rádio e TV. As publicações vão explicar o que caracteriza o tráfico de pessoas, quais penas a lei prevê, como identificar sinais e quais são os canais disponíveis para denúncia: Disque 100, Disque 180 ou o MPF Serviços.
A programação também inclui o Seminário Nacional sobre Tráfico de Pessoas, no dia 30 de julho, data em que se celebra o Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas. O evento será transmitido no YouTube e está com inscrições abertas. A realização é da Escola Superior do MP da União (Esmpu), em parceria com o programa Copolad, da União Europeia.
A campanha integra a mobilização Coração Azul, desenvolvida pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UnoDC). Desde 2009, a iniciativa busca sensibilizar a sociedade sobre esse crime global, fortalecer a prevenção e ampliar o apoio às vítimas.
Fonte: Da Redação
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