Comunidade Indígena Darôra - Foto: Diane Sampaio/Semuc/PMBV
A ceia da Sexta-Feira Santa está garantida para a Comunidade Indígena Darôra. Nesta quinta-feira (28), véspera do feriado, ocorreu a primeira despesca na comunidade. Com o apoio da Prefeitura de Boa Vista, por meio do Projeto de Piscicultura do Moro-Morí, foram retirados 750 tambaquis do viveiro, resultando em 2,3 toneladas.
Coordenado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI), o projeto tem como principal objetivo capacitar os produtores das comunidades indígenas para a pesca, ensinando o processo correto e com maior chance de efetivação. Dessa forma, eles podem seguir com a produção enquanto aplicam no trabalho os conhecimentos adquiridos durante os cursos.
“É muito gratificante acompanhar a despesca, pois é um momento especial para os povos indígenas. Dá para notar a satisfação no olhar. Eles ficam felizes em produzir o próprio alimento. Principalmente o peixe, que é cultural. A Darôra é mais uma das 17 comunidades que estamos trabalhando para atender com esse projeto”, disse Guilherme Adjuto, secretário responsável pela pasta.
Antes da despesca, é preciso verificar a qualidade da água com a medição do pH, que deve ser neutro. O técnico de piscicultura, Juarez Barros, leva as informações necessárias para as comunidades atendidas, garantindo a qualidade dos viveiros.
“A equipe da Darôra se comprometeu com o projeto e mostrou um bom trabalho. Eles seguiram o que foi ensinado durante os cursos de capacitação, respeitando os horários e o manejo correto”, contou.
O projeto valoriza o trabalho dos produtores por meio de recursos, afirma o tuxaua da comunidade Darôra, Ney Mota.
“Hoje é dia de festa. Nos preocupamos em um período de seca, mas o apoio da prefeitura com os profissionais da SMAAI fez com que desse tudo certo. As famílias já estão se mobilizando para comercializar aqui na comunidade. É isso que queremos: fortalecer a nossa própria alimentação”, disse.
Quem garantiu um bom tambaqui para fazer o almoço da Sexta-feira Santa foi Marinalda Augusto, de 53 anos. “Esse projeto é maravilhoso. Estamos aprendendo muita coisa enquanto acompanhamos a equipe. Não tinha tambaqui na Darôra, uma espécie tão conhecida no Estado, mas agora estamos produzindo. Não vamos mais precisar nos deslocar até a cidade para comprar”, frisou.
A prefeitura trabalha o projeto desde a escavação do tanque de engorda, 20 x 150 m em cada comunidade indígena atendida pelo município, até a despesca com fornecimento dos alevinos, equipamentos como rede de arrasto, balança, kit reagente e conjunto motor-bomba e ração.
Fonte: Da Redação
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