Cidades

Projeto de lei contra misoginia avança e repercute alerta em Roraima

A Câmara dos Deputados instalou nesta terça-feira, 6, o grupo de trabalho que vai analisar o Projeto de Lei 896/23, que trata da criminalização da misoginia. A proposta já passou pelo Senado e visa ampliar a proteção jurídica contra práticas de ódio e discriminação contra mulheres. A iniciativa equipara esse tipo de conduta a outros crimes de preconceito.

Em Roraima, a Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR) atua no acolhimento e na orientação de mulheres em situação de violência por meio da Defensoria Especializada de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (DEPDDM), com atendimento na Casa da Mulher Brasileira, em Boa Vista. O espaço reúne serviços da rede de proteção e, dessa forma, facilita o acesso à Justiça.

Avanço

Conforme a defensora Terezinha Muniz, a proposta representa um avanço no enfrentamento à violência. “A gente que atua contra a violência doméstica sabe o impacto dessas manifestações na vida das mulheres. O feminicídio não começa com a morte. Ele é resultado de um ciclo que, na maioria as vezes, começa com agressões orais, como ofensas e humilhações”, explicou.

Ela ressalta que esse processo tende a se agravar com o tempo. “Essas violências podem evoluir para agressões físicas e chegar ao feminicídio, quando a mulher não consegue romper esse ciclo. Por isso, é importante dar visibilidade e combater esses casos desde o início”, disse.

Mesmo antes da conclusão da análise do projeto na Câmara, a legislação já prevê instrumentos de proteção, como a Lei Maria da Penha. Situações de violência psicológica, moral, física, assim como ameaças, muitas vezes associadas a comportamentos misóginos, podem ser denunciados.

Na unidade especializada, as mulheres recebem orientação jurídica, acompanhamento dos casos, bem como apoio para solicitar medidas protetivas de urgência, quando necessário. O atendimento ocorre de forma gratuita com equipe multidisciplinar, com encaminhamentos para serviços como apoio psicológico e social.

A defensora orienta que mulheres em situação de violência procurem atendimento na Casa da Mulher Brasileira. O acolhimento é sigiloso, com escuta qualificada e sem julgamentos.

O atendimento da DEPDDM ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, na rua Uraricoera, nº 919, bairro São Vicente. O agendamento ocorrer pelo WhatsApp, pelo DPE Zap, no número (95) 2121-0264.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

Recent Posts

TSE cria conselho para monitorar desinformação e IA nas eleições

Grupo dará assessoria ao presidente da Corte eleitoral

11 horas ago

Sampaio remaneja R$ 10 milhões de secretarias do Governo para a Assembleia

Conforme documento que a reportagem teve acesso, o recurso será usado na implementação das atividades…

12 horas ago

Cirurgias plásticas de mama no SUS crescem mais de 50% em dez anos

São Paulo lidera número de operações, com mais de 30 mil procedimentos

12 horas ago

Homem é preso em flagrante por enviar foto íntima para adolescente de 13 anos em Boa Vista

Suspeito tem 43 anos. Ele também teria enviado uma mensagem com um convite para encontrar…

12 horas ago

Lei Maria da Penha completa 20 anos como marco no combate à violência

Desde promulgação, país tem outro olhar sobre violência contra mulher

14 horas ago

Baré Esporte Clube realiza seletiva gratuita para categoria Sub-15 neste sábado, 8

Participantes devem levar chuteira para campo, caneleira e garrafinha de água. Avaliação acontece às 8h,…

15 horas ago