Foto: Divulgação Sebrae
Imagine investir anos construindo um negócio, divulgar a marca, conquistar clientes e depois descobrir que não pode mais usar o próprio nome da empresa. Essa situação pode acontecer quando o empreendedor não registra a marca. O procedimento garante a exclusividade do uso do nome e da identidade do negócio. Além disso é considerado um passo fundamental para empresas que querem crescer e se consolidar no mercado.
O registro assegura que a marca seja oficialmente reconhecida como propriedade da empresa, oferecendo proteção jurídica e evitando conflitos com outros negócios que possam utilizar nomes semelhantes.
Segundo Lucas Basgal, trainee e gestor de Fortalecimento da Inovação do Sebrae, registrar a marca é uma forma de proteger a identidade do empreendimento e fortalecer sua presença no mercado.
“O registro de marca é o que garante a exclusividade do uso da identidade do negócio, como o nome e a logomarca. Do mesmo modo, assegura que ela seja oficialmente reconhecida como propriedade da empresa. Na prática, isso significa segurança jurídica”, explicou.
De acordo com ele, quando a empresa registra sua marca, passa a ter o direito exclusivo de utilizá-la em todo o território nacional dentro do segmento em que atua.
“Para quem quer crescer, expandir ou investir em marketing e presença digital, isso é fundamental, porque evita problemas futuros e fortalece o posicionamento da empresa no mercado”, destacou.
Apesar da importância, muitos empreendedores ainda deixam de registrar a marca, muitas vezes por falta de informação sobre os riscos envolvidos nesse processo.
O principal deles é perder o direito de uso do nome do próprio negócio caso outra empresa registre a marca primeiro.
“Pode acontecer de um empreendedor construir um negócio durante anos, investir em divulgação, embalagens e redes sociais e depois descobrir que outra empresa registrou aquele nome no INPI. Nesse caso, pode ocorrer a obrigação de a parar de usar a marca”, afirmou Basgal.
A situação pode gerar prejuízos financeiros e até confusão entre os clientes.
“Isso significa perda de identidade, necessidade de mudar nome, logomarca e materiais de divulgação. Em Roraima já tivemos casos de empreendedores que precisaram mudar a identidade do negócio por causa disso”, disse.
No Brasil, o registro de marca é junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), órgão responsável por analisar e conceder o direito de uso.
O primeiro passo é realizar uma busca para verificar se já existe alguma marca registrada ou em processo de registro com nome semelhante no mesmo segmento.
Depois disso, ocorre então pedido formal no sistema do INPI, acompanhado do pagamento das taxas. A partir desse momento, começa uma análise técnica e jurídica.
“Em média, o processo dura de 15 a 18 meses até a concessão definitiva da marca”, explicou Basgal.
Durante esse período, o pedido passa por diferentes etapas de avaliação até que a marca esteja oficialmente registrada.
Para ajudar empresários nesse processo, o Sebrae oferece orientação e consultorias voltadas aos pequenos negócios interessados em registrar suas marcas.
De acordo com Basgal, a instituição acompanha o empreendedor desde as primeiras etapas até o acompanhamento do processo no INPI.
“O Sebrae orienta desde a pesquisa de viabilidade da marca até o acompanhamento do pedido. Também oferecemos consultorias especializadas para apoiar o empreendedor na estruturação da estratégia de marca, incluindo a elaboração do Manual de Identidade Visual”, explicou.
O objetivo, segundo ele, é garantir que o pequeno negócio cresça de forma profissional e com segurança.
Além da proteção da marca, outro aspecto importante para empresas que querem crescer é a presença digital. Nesse contexto, o tráfego pago tem sido uma das estratégias mais utilizadas para ampliar o alcance de produtos e serviços na internet.
O tráfego pago acontece quando o empreendedor investe em anúncios para que o conteúdo da empresa tenha exibição para um público específico nas plataformas digitais.
“Isso pode acontecer no Instagram, Facebook, Google, YouTube ou outras plataformas. O empreendedor define o público que deseja atingir e paga para que o anúncio seja exibido para essas pessoas”, explicou Basgal. Essa estratégia permite alcançar potenciais clientes de forma mais rápida e direcionada.
O especialista explica que o tráfego pago funciona melhor quando combinado com o alcance orgânico, que ocorre de forma natural nas redes sociais.
“O ideal é trabalhar os dois juntos: produzir conteúdo relevante para crescer organicamente e usar o tráfego pago para acelerar resultados e atingir públicos estratégicos”, afirmou.
Mesmo pequenos negócios podem obter bons resultados com investimentos menores.
“Hoje é possível começar com valores pequenos. O segredo não está apenas no valor investido, mas na estratégia: escolher bem o público, criar anúncios atrativos e acompanhar os resultados”, disse.
Entre os erros mais comuns cometidos por empresários está anunciar sem planejamento.
“Muitos empreendedores simplesmente impulsionam uma publicação sem definir público, objetivo ou resultado esperado. Outro erro é não acompanhar as métricas das campanhas, como alcance, cliques e conversões”, explicou.
Para apoiar os pequenos negócios no uso de ferramentas digitais, o Sebrae também oferece capacitações voltadas ao marketing digital e à presença online.
Em Roraima, uma das iniciativas é o curso Tráfego Pago na Prática, que ensina empresários a montar campanhas e utilizar plataformas digitais para ampliar o alcance de produtos e serviços.
Para quem está começando, Basgal recomenda dar atenção tanto à construção da marca quanto à presença digital.
“O primeiro passo é organizar a identidade do negócio, definir bem o nome da marca e verificar se ela pode ser registrada. Depois disso, é importante começar a construir presença digital nas redes sociais onde o público está”, orientou.
Segundo ele, com planejamento e orientação adequada, mesmo pequenos negócios conseguem construir marcas fortes e competitivas no mercado.
Fonte: Da Redação
Com a medida, 87,5 mil famílias brasileiras serão beneficiadas com a redução nas taxas de…
Companhia Energética de Roraima está em processo de extinção desde 2022
Foco será na conscientização dos motoristas em rodovias federais
Transporte público, coleta de lixo e urgência e emergência em saúde seguirão normalmente
Reinaldo Ramos Abreu, foi morto em uma emboscada. Crime aconteceu em agosto do ano passado
Ampliação será gradual e alcançará 20 dias em 2029