Foto: Edinaldo Morais/Arquivo/Roraima em Tempo
Um sargento investigado por suspeita de ter ficado com parte de uma apreensão de drogas em Roraima, foi convocado para participar do Curso de Operações do Choque, apesar de estar submetido pela Justiça a medidas cautelares que restringem o porte de arma funcional e o exercício de atividades operacionais na corporação.
O policial é um dos quatro militares que foram presos na operação ‘Quem Pariu Mateus que Balance’, deflagrada em janeiro do ano passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil.
O sargento aparece em uma lista, do dia 22 de janeiro, que convoca policiais militares para o curso do Choque. A capacitação é destinada a treinar agentes em controle de distúrbios civis, reintegrações de posse, gerenciamento de crises e atuação em cenários de alta complexidade. O treinamento inclui instruções práticas com o uso de armamento, munições, além do manuseio de objetos explosivos.
Em nota (íntegra ao final da matéria), a Polícia Militar de Roraima informou que o sargento participou regularmente do processo seletivo para o curso mencionado e atendeu a todos os requisitos previstos em edital, entre não responder a conselho de disciplina ou processo administrativo, não possuir sentença penal condenatória e não estar cumprindo pena.
Quatro policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Roraima foram presos no dia 29 de janeiro de 2025, suspeitos de terem ficado com parte de uma apreensão de drogas em Boa Vista.
Conforme as investigações, em novembro de 2024, após uma abordagem nas ruas da capital, os agentes apresentaram 55kg de skunk e um quilo de pasta base de cocaína na delegacia. No entanto, foi revelado que, na verdade, foram apreendidos 70 quilos.
O sargento e os outros três policias são investigados por sete crimes: prevaricação, concussão ou extorsão, lesões corporais e/ou ameaças e/ou constrangimento ilegal, inovação do estado de lugar, tráfico de drogas, peculato e falsidade ideológica.
As investigações estão em segredo de Justiça.
A Polícia Militar de Roraima esclarece que o militar citado não possui, até o momento, qualquer condenação judicial, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência.
O militar participou regularmente do processo seletivo para o curso mencionado e atendeu a todos os requisitos previstos em edital, entre não responder a conselho de disciplina ou processo administrativo, não possuir sentença penal condenatória e não estar cumprindo pena. As certidões comprobatórias foram devidamente anexadas ao processo.
Há, contudo, medidas cautelares impostas pelo Poder Judiciário, que ainda estão sob análise, a partir de petição apresentada pela defesa, especialmente em razão do início das atividades do curso, previsto para 2 de fevereiro. Caso essas medidas não sejam revistas, o militar não frequentará o curso, por incompatibilidade com as atividades previstas.
O caso tramita sob segredo de justiça, o que impede a divulgação de informações adicionais. A Corregedoria-Geral da PMRR adotará as providências legais cabíveis assim que a restrição for levantada, com observância aos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa.
A Polícia Militar de Roraima reafirma o compromisso com a legalidade, a probidade administrativa e a garantia dos direitos fundamentais, mantendo atuação firme e responsável na defesa da sociedade roraimense.
Fonte: Da Redação
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