Cidades

Setores público e produtivo discutem impactos da estiagem no Estado

O Governo de Roraima recebeu nesta terça-feira, 11, representantes do setor produtivo para discutir os impactos da estiagem no Estado e as medidas para reduzir os efeitos do período de seca sobre a produção agrícola e pecuária.

A reunião ocorreu após solicitação das instituições do setor produtivo e contou com representantes da Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima), Defesa Civil Estadual, Seadi (Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação) e Iteraima (Instituto de Terras e Colonização de Roraima).

Também participaram representantes da Coparr (Cooperativa Agropecuária e Agroindustrial dos Piscicultores de Roraima), Coopercarne (Cooperativa Agropecuária de Roraima), Serra Verde, Aprosoja Roraima (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Roraima) e Fier (Federação das Indústrias do Estado de Roraima).

Condições climáticas e situação de emergência

Durante a reunião estratégica, foram discutidas as condições climáticas registradas neste período. Os participantes também abordaram os impactos já observados na produção agrícola e pecuária e ações preventivas relacionadas aos incêndios florestais e à segurança hídrica. O setor produtivo apresentou a possibilidade de reconhecimento de situação de emergência em razão da estiagem. O então Governo informou que os órgãos competentes irão analisar.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Anderson de Carvalho, explicou que o Estado já apresenta características atípicas para o período. Pois há registro de temperaturas elevadas, redução das chuvas e ocorrência de incêndios ainda no mês de agosto.

“O Governo do Estado vem acompanhando o comportamento climático. E, neste momento, o diálogo com o setor produtivo é fundamental para avaliarmos os impactos e construirmos medidas que reduzam as perdas. Também precisamos reforçar a prevenção, especialmente evitando o uso do fogo durante o período de estiagem”, alertou.

De acordo com o comandante, o CBMRR e a Defesa Civil já acompanham os efeitos da estiagem. Desse modo, trabalham preventivamente diante da possibilidade de agravamento das condições climáticas. Ele também reforçou a necessidade de que proprietários mantenham terrenos limpos e que eventuais usos do fogo sejam realizados somente mediante autorização da Femarh.

O presidente da Femarh, Wagner Severo, informou que a reunião teve como objetivo integrar o setor produtivo às ações de prevenção e enfrentamento dos possíveis impactos.

“O objetivo é apresentar e antecipar as ações que podem ser necessárias diante dos efeitos da estiagem. Principalmente em relação à escassez hídrica e aos incêndios florestais. A participação do setor produtivo é fundamental nesse processo, para que possamos atuar de forma conjunta na mitigação desses efeitos”, afirmou.

Setor produtivo relata perdas por razão climática

Representantes dos produtores apresentaram ao Governo do Estado os impactos já identificados nas atividades agrícolas e pecuárias. O presidente da Coopercarne, Nadisson Pinheiro, relatou que os efeitos da estiagem atingem inicialmente a agricultura e podem repercutir também na pecuária. Isso, devido à integração entre as duas atividades.

O presidente da Aprosoja Roraima, Murilo Ferrari, informou as perdas de produtividade na atual safra, em torno de 50%, e destacou a importância do diálogo com o poder público para que os produtores possam buscar alternativas diante do cenário para mitigar os danos.

“Estamos percebendo que as chuvas já foram embora e, neste momento de colheita da soja, tivemos uma perda de produtividade muito significativa. Ter o Estado como parceiro, dialogando com os produtores e com as instituições, facilita a busca por estratégias para que aqueles que estão na atividade possam continuar produzindo”, completou.

Fier manifestou apoio ao setor produtivo

A Fier também participou da reunião e manifestou apoio aos produtores rurais diante dos impactos provocados pela estiagem.

Em nota, a Federação destacou que os efeitos da redução da produção ultrapassam os limites das propriedades rurais e alcançam diferentes segmentos da economia, com reflexos na indústria, comércio, serviços, transporte, geração de empregos e renda.

Fonte: Da Redação

Rosi Martins

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