Kleber Yanez - Foto: Rperodução/Facebook
O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), por meio da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, denunciou nesta quinta-feira, 06 de novembro, o Tenente coronel do Exército, Kleber Yañez do Nascimento.
O oficial é acusado de matar o sogro, Diogênio Mayer, e deve responder pelo crime de feminicídio, uma vez que a morte decorreu da conduta homicida dirigida contra a esposa, em contexto de violência doméstica e familiar.
O crime ocorreu no último dia 19 de outubro, na casa do militar e da esposa, depois de uma briga entre o casal que iniciou ao fim de uma confraternização familiar em um balneário de Boa Vista.
Diante de cenas de violência, a filha do casal, de apenas 10 anos, pediu ajuda ao avô e o tio por telefone. Chegando na casa, a vítima e o filho tentaram conter a confusão, o acusado travou luta corporal contra os dois, chegou a ser contido pelo filho da vítima, mas conseguiu se desvencilhar, pegou a arma de fogo e disparou contra a esposa, o irmão dela e o pai, o único a ser atingido por disparos no abdômen. “Em ato contínuo, o acusado mirou em direção a Paulo Vitor Mayer e efetuou dois disparos, não o atingindo, pois esse se abaixou e ficou atrás do carro. Logo após, direcionou a arma contra sua esposa, desferindo novos disparos. Neste instante, Diogênio Mayer colocou-se à frente da filha e da neta, em uma tentativa de protegê-las, sendo atingido na região abdominal pelos projéteis que tinham como alvo a esposa do agressor”, narra trecho da Denúncia do MPRR, assinada pelo Promotor de Justiça, André Bagatin.
O Ministério Público ainda pede o pagamento de indenização em favor das vítimas, sendo R$ 50 mil para a esposa do militar, R$ 20 mil ao irmão dela e R$ 150 mil para a família de Diogênio Mayer.
O MPRR também requer o encaminhamento de cópia do Boletim de Ocorrência ao Comando do Exército para apurar possível fraude processual praticada por militares do Exército que estiveram no local do crime.
“Roraima registra índices de violência doméstica alarmantes, que podem chegar a um nível como esse, onde a vítima pode perder a vida e famílias serem destruídas pela ação do agressor. É urgente que a sociedade se mobilize para conter o avanço desse tipo de violência”, destacou o Promotor André Bagatin.
Fonte: Da Redação
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