Tortura, cárcere e milícia privada: saiba quais crimes são atribuídos aos envolvidos no caso Romano dos Anjos

O apresentador da TV Imperial, afiliada da Record, foi retirado à força da própria casa, agredido e abandonado em uma região de mata no dia 20 de outubro de 2020

Tortura, cárcere e milícia privada: saiba quais crimes são atribuídos aos envolvidos no caso Romano dos Anjos
Foto: Arquivo Pessoal

O sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos, ocorrido no dia 20 de outubro de 2020, segue como um dos episódios de maior repercussão em Roraima. O apresentador da TV Imperial, afiliada da Record, foi retirado à força da própria casa, agredido e abandonado em uma região de mata no Bom Intento, zona rural de Boa Vista.

Na mesma ação criminosa, Nattacha Vasconcelos, esposa do jornalista, foi rendida pelos invasores e mantida em cárcere privado dentro da residência.

Conforme as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o caso teria sido planejado e executado por uma estrutura organizada, caracterizada como milícia privada voltada à prática de diferentes crimes.

São acusados:

  • Jalser Renier Padilha, ex-deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa à época do crime;
  • Natanael Felipe de Oliveira Júnior, coronel da Polícia Militar;
  • Moisés Granjeiro de Carvalho, coronel da Polícia Militar;
  • Vilson Carlos Pereira Araújo, major da Polícia Militar;
  • Nadson José Carvalho Nunes, subtenente da Polícia Militar;
  • Clóvis Romero Magalhães Souza, subtenente da Polícia Militar;
  • Gregory Thomaz Bashe Júnior, sargento da Polícia Militar;
  • Luciano Benedicto Valério, ex-servidor da ALE-RR

Para o Gaeco, as provas reunidas ao longo das investigações apontam para a existência de um grupo estruturado com divisão de tarefas, formado especificamente para executar ações criminosas. Veja os crimes atribuídos aos envolvidos no caso:

  • Cárcere privado;
  • Sequestro qualificado;
  • Tortura;
  • Dano qualificado;
  • Constituição de milícia privada;
  • Violação de domicílio qualificado;
  • Roubo majorado.

Habeas corpus

Em janeiro deste ano, a defesa do réu Jalser Renier entrou com um pedido de habeas corpus para solicitar que o processo seja julgado pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Roraima. Isso porque o processo foi iniciado em segunda instância. No entanto, após ele perder o mandato, passou a tramitar em primeira instância. Agora, a defesa do ex-parlamentar quer que o processo volte para a instância superior.

O desembargador Ricardo de Aguiar Oliveira, então relator do pedido, suspendeu o andamento do processo até o julgamento do habeas corpus. A análise foi marcada para a próxima terça-feira, 24.

Caso a Justiça decida conceder o pedido de Jalser, todos os acusados de sequestrar e torturar o jornalista Romano dos Anjos serão julgados pelo Pleno.

Antes da suspensão, o processo já estava na fase final, faltando apenas o juiz Cleber Gonçalves Filho proferir a sentença.

Fonte: Da Redação

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