Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc) - Foto: Arquivo/Roraima em Tempo
O Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) identificou, em cinco estados, o uso de uma técnica de fraturar dedos das mãos de presos. Conforme o órgão, a prática foi encontrada a partir da atuação da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), ligada ao Ministério da Justiça.
Roraima integra a lista, juntamente com Ceará, Amazonas, Pará e Rio Grande do Norte. Em Relatório Bienal 2020-2021, o Mecanismo constatou que o Estado ainda não possuía um Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura, recomendado pelo órgão. O MNPCT também propôs a criação de outros meios de recebimento de denúncias.
“As recomendações ainda não foram cumpridas, mesmo havendo situações graves de prática de tortura, inclusive com Medidas Cautelares desde o ano de 2014, por conta das graves condições da unidade Penitenciária Agrícola de Monte Cristo”, ressaltou o Mecanismo à época.
Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça de Roraima (Sejuc) informou que está em fase de implantação do Comitê. Além disso, negou que haja casos de tortura no sistema prisional do Estado.
A Constituição Federal define o crime de tortura como: constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental. A pena para quem pratica esse tipo de delito é de dois a 8 anos de prisão. De acordo com o advogado Hilton Júnior, as pessoas privadas de liberdade também são resguardadas pela lei nesse sentido.
“A nossa Constituição trata que ninguém poderá ser submetido à tortura, nem um tipo de tratamento degradante que venha a afetar severamente a integridade física. Em específico, para aqueles que são considerados apenados […] também é dado o direito a eles de não sofrerem nenhum tipo de pena cruel ou severa”, explicou.
Fonte: Da Redação com informações da Agência Brasil
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