Campanha "Não, é não!" -Foto: SupCom ALE-RR
Fevereiro é tempo de festa, música e celebração. No entanto, para muitas mulheres, o Carnaval também pode representar situações de constrangimento e violência. Durante esse período, casos de importunação sexual tornam-se mais frequentes, o que reforça a necessidade de ações preventivas e de conscientização.
Dessa forma, o Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), vinculado à Secretaria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), intensifica suas atividades educativas.
A assessora do Chame, Magdalena Chaffer, destaca uma das principais iniciativas desenvolvidas pelo centro durante a folia: a divulgação da campanha “Não, é não!”, em reforço à Lei nº1.993/2024, que determina a obrigatoriedade da divulgação de campanhas de combate ao assédio e à importunação sexual contra mulheres em shows e eventos patrocinados pelo poder público.
“A gente orienta, divulga e pede que as mulheres busquem apoio ao policial mais próximo que estiver na área”, reforçou.
Magdalena também explica a diferença entre assédio e importunação sexual. De acordo com ela, a importunação ocorre quando há a prática de qualquer ato libidinoso, sem o consentimento da vítima. Já o assédio pressupõe a existência de uma relação de trabalho ou hierarquia entre as pessoas envolvidas.
A professora Hipácia Caroline conta que costuma aproveitar o Carnaval ao lado das amigas, mas sempre adotando cuidados para garantir a própria segurança.
“Sempre andar em grupo, ninguém se separa, cada uma bebe no seu próprio copo, leva a sua própria bebida”, disse.
Mesmo com todos os cuidados, situações de importunação podem acontecer. Nesses casos, a comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Roraima (PMRR), tenente-coronel Camila Thomé, orienta sobre como proceder.
“Se você se deparar com alguma situação dessa, é se afastar imediatamente do autor e procurar nossas equipes da Polícia Militar ou um ponto de apoio, como posto médico, Corpo de Bombeiros, que será imediatamente encaminhado para uma das equipes da Polícia Militar”, frisou.
Fonte: Da Redação
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