Fóssil de 16 milhões de anos preso em resina de árvore revela nova espécie de formiga

Estudo ajuda os cientistas a entender a história evolutiva dos insetos e a organização das espécies em diferentes épocas

Fóssil de 16 milhões de anos preso em resina de árvore revela nova espécie de formiga
Foto: Divulgação

Pesquisadores dos Estados Unidos descobriram uma nova espécie de formiga, por meio de um fóssil de 16 milhões de anos encontrado preso em uma resina de árvore, na República Dominicana, no Caribe.

Segundo o estudo, publicado na Cambridge University Press, esta é a primeira aparição da Hypoponera electrocacica no Hemisfério Ocidental, mostrando que a espécie habitava o Caribe desde o período Mioceno.

O estudo ajuda os cientistas a entender a história dos insetos, assim como a organização das espécies em diferentes períodos. Embora o Hypoponera seja um dos tipos mais abundantes de formigas atualmente, sua evolução ainda é pouco conhecida, principalmente por conta da falta de fósseis.

“Hypoponera Santschi é um gênero de formigas ponerinas, bem conhecido por sua morfologia simplificada, ausência de autopomorfias evidentes e distribuição cosmopolita. Aqui, descrevemos o primeiro espécime de Hypoponera em âmbar dominicano. A descoberta de Hypoponera electrocacica confirma a presença, há muito esperada, do gênero no Mioceno caribenho. A diversidade atual de Hypoponera nas Grandes Antilhas é de cinco espécies e duas subespécies putativas”, diz um trecho do estudo.

Até então, a maioria dos fósseis encontrados era de formigas operárias. No entanto, a descoberta recente é uma rainha alada, ou seja, uma fêmea reprodutora. O gênero conta com características morfológicas novas para os pesquisadores e difíceis de comparação com outros materiais.

“Hypoponera é um gênero muito grande de formigas que não foi bem estudado. Por muito tempo, foi tratado como uma espécie de rótulo genérico que continha muitas espécies com parentes próximos desconhecidos. Não entendemos bem as relações evolutivas dos representantes modernos e, portanto, tentar relacionar esse fóssil a qualquer linhagem atual é muito desafiador”, explicou Gianpiero Fiorentino, um dos autores do estudo, em entrevista ao Phys.

Fonte: Portal R7

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