Boa Vista Junina foi criado em 2001 por Teresa, ajudou a desenvolver Roraima, cresceu e foi até New York

O evento, que virou o Maior Arraial da Amazônia, nasceu há 23 anos e contou com muitos parceiros para manter a tradição do povo de Roraima

Boa Vista Junina foi criado em 2001 por Teresa, ajudou a desenvolver Roraima, cresceu e foi até New York
Boa Vista Junina 2024 – Foto: Richard Messias

A maior e mais tradicional festa junina da Amazônia acontece em Roraima. O Boa Vista Junina, como é chamado, foi criado durante o segundo mandato de Teresa Surita na capital no ano de 2001. À época, várias edições do arraial aconteceram na Praça Capitão Clóvis. E desde então já havia o tradicional concurso de quadrilhas, muita comida típica e as famílias conseguiam uma boa renda extra. 

Com o crescimento e a popularização do evento, ainda na gestão de Teresa, o maior arraial da Amazônia passou a ocorrer na Praça do Centro Cívico. E assim tomou outras proporções. O concurso de quadrilhas, por exemplo, foi profissionalizado. Dessa forma, toda a estrutura precisou ser ampliada e, consequentemente, os benefícios para a capital e o estado atingiram outros patamares.

Teresa fez o Boa Vista Junina chegar aos Estados Unidos

Em dezembro de 2014, cerca de 20 quadrilheiros de Boa Vista embarcaram para New York. Eles foram divulgar o maior arraial da Amazônia nas terras do Tio Sam. As apresentações aconteceram em vários locais. Dentre eles na Grand Central Station, onde os quadrilheiros chamara a atenção e fizeram então a diversão dos americanos, desde crianças até idosos.

“Era o nome de Boa Vista e Roraima circulando na América do Norte, um feito jamais alcançado pela administração pública”, afirmou Teresa.

Ainda conforme Teresa, “Boa Vista concorreu com projetos do país inteiro e os quadrilheiros de Roraima saíram vitoriosos para representar o Brasil em Nova Iorque. Fizemos um lindo espetáculo. Levamos uma das manifestações mais fortes que temos aqui, que é o Boa Vista Junina”, destacou.

Capital ganhou um novo espaço para receber o Boa Vista Junina

Em 2015, Teresa elevou o nível estrutural e de organização do Boa Vista Junina. E então transferiu o evento para a Praça Fábio Marques Paracat, totalmente reformada, modernizada e urbanizada. Desde então, as festas recebem uma mega estrutura para shows, apresentações, praças de alimentação. Tem ainda arquibancadas, tablado, áreas específicas para ambulantes, comercialização de alimentos, artesanato, bem como prestação de serviços.

Foi o movimento que consolidou a festa como o maior arraial da Amazônia, que passou a contar com shows nacionais, disputas acirradas de grupos folclóricos locais e convidados, a maior paçoca do mundo, espaços kids, cantinho da amamentação, playgrounds, assim como banheiros familiares.

Tablado do Bo Vista Junina 2023 – Foto: Ian Vitor Freitas

Junto a tudo isso veio o desenvolvimento da capital, o aumento da renda de milhares de famílias, o comércio aquecido e movimentado, dinheiro de fora circulando em Roraima, geração de emprego, tudo aliado à lazer e cultura.

“O Boa Vista Junina garante o desenvolvimento econômico de Roraima até os dias de hoje. Isso porque, durante as festas, os hotéis da capital ficam movimentados, os setores de transporte e os segmentos alimentícios, de costura e prestadores de serviços, dentre outros, são super aquecidos. O que era aplicado de recursos públicos no arraial retornava em emprego e renda para as famílias que aguardam o ano inteiro a chegada desta data”, explicou Teresa.

Criada há dez anos por Teresa, a primeira paçoca gigante foi distribuída a 20 mil pessoas

A maior paçoca do mundo é de Boa Vista, Roraima. Ela não é doce, mas de carne seca, farinha, óleo, cebola e sal. Além disso, é uma das comidas mais conhecidas do roraimense raiz e a iguaria que muitos levam em encomendas para outros estados.

A primeira marca histórica da maior paçoca do mundo aconteceu em junho de 2015 durante o Boa Vista Junina. Na ocasião, Teresa anunciou o peso de mais de 500 kg da comida. Para o preparo, usou-se 200 kg de farinha de mandioca, 400 kg de carne seca, 120 kg de cebola e 60 litros de óleo. Isso tudo misturado formou um panelão de proporções gigantes e deu origem à “maior paçoca de carne seca do mundo”.

À época, a Prefeitura distribuiu todo o alimento a uma multidão de mais de 20 mil pessoas. Elas acompanhavam atentamente a pesagem em um tacho gigante fixado em um guindaste durante arraial na praça Fábio Marques Paracat.

O sucesso foi tanto que a cada ano a paçoca ficava ainda maior e batia seu próprio recorde. Já em 2016 a produção foi de 775 kg enquanto em 2017 foram mais 856 kg. A primeira vez que a paçoca passou de 1 tonelada foi em 2018 – os ingredientes pesaram 1.023 kg. Em 2019, antes da pandemia, a maior paçoca pesou 1.050 kg.

“Tudo começou com uma iniciativa nossa para atrair os olhares das pessoas de outros estados para Boa Vista e com isso aquecemos o mercado local”, disse Teresa.

Na pandemia, Teresa garantiu o Boa Vista Junina, mas on-line

Durante o período de pandemia, que impossibilitou a realização presencial do Boa Vista Junina, Teresa Surita, enquanto gestora da capital, garantiu auxílios a músicos, quadrilheiros e demais profissionais com o Boa Vista Junina on-line e publicou editais culturais que garantiram incentivos financeiros a praticamente todos os segmentos que trabalhavam com arraial.

Romero Jucá sempre foi parceiro para o desenvolvimento do Boa Vista Junina

O ex-senador por Roraima, Romero Jucá, atual presidente regional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sempre esteve ao lado de Teresa na realização do Boa Vista Junina, desde 2001. O trabalho que Romero fez no Senado para Boa Vista com a destinação de recursos para reformas, construções e ampliações de espaços públicos possibilitou que a festa crescesse a cada ano.

A Praça Capitão Clóvis, onde ocorria antigamente as festas juninas, por exemplo, recebeu reforma total, por meio da Prefeitura e foi entregue em 2019 muito mais moderna, com luzes de led, playgroudns, quadras poliesportivas, quiosques, segurança, academia e guarita da Guarda Municipal.

A Praça Fábio Marques Paracat, dentro do complexo Ayrton Senna, local onde hoje acontece o maior arraial da Amazônia, também passou por uma grande transformação. Antes havia uma galeria de drenagem aberta, era escura e pouco utilizada.

Com os investimentos oriundos da parceria com o ex-senador Romero Jucá, a Prefeitura entregou o local totalmente urbanizado com uma extensão de 600 metros, que se inicia no palco Velia Coutinho e se encerra na quadra do antigo Mundo das Crianças.

“Entregamos 13 mil metros quadrados de área pública urbanizada com capacidade para receber mais de 40 mil pessoas. O espaço foi pensado justamente para receber grandes eventos da cidade, como o Boa Vista Junina, o carnaval, festivais, dentre outros”, explicou Romero.

Maior Arraial da Amazônia ganha ainda mais destaque durante gestão do prefeito Arthur

Com o tema “O Arraial da Nossa Gente, Festa da Tradição, é Boa Vista Pra Frente”, a 24ª edição do Maior Arraial da Amazônia começou no último sábado (1º) e segue até 8 de junho, na Praça Fábio Marques Paracat.

Em todo o espaço da praça tem diversas opções gastronômicas, de lazer e serviços: Praça de Alimentação e área para empreendedores, Espaço da Primeira Infância com cantinho da amamentação, fraldário e espaço lúdico para a criançada.

O prefeito Arthur Henrique afirmou que, a cada ano, a Prefeitura de Boa Vista busca superar a estrutura e organização do evento. Para 2024, trouxe a novidade com o tablado 100% coberto para as quadrilhas se apresentarem com tranquilidade e sem temerem a chuva. Além disso, um cenário mais teatral, com jogos de luzes coloridos dão um brilho a mais nos espetáculos.

Fonte: Da Redação

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