Foto: Fernando Teixeira/Semuc/PMBV
Passos marcados, figurinos elaborados e cenários impecáveis marcaram o início das apresentações do Grupo Especial no Concurso de Quadrilhas do Boa Vista Junina, neste domingo, 14, na Praça Fábio Marques Paracat. Explosão Caipira, Furacão Caipira, Tradição Macuxi, Coração de Estudante, bem como Escola Forrozão emocionaram o público no tablado.
As cinco quadrilhas da noite buscam conquistar um espaço no Grupo Diamante, categoria criada nesta edição do evento. De acordo com o diretor e presidente do concurso, Chiquinho Santos, as apresentações no Maior Arraial da Amazônia, valorizando a cultura popular, são muito aguardadas pelo público.
“Valorizar o movimento quadrilheiro em Roraima é reconhecer a força da cultura popular, preservar tradições e fortalecer a identidade de um povo por meio da arte, da dança e da dedicação de milhares de apaixonados pelas festas juninas. Sem contar que é uma cadeia produtiva da economia criativa. Além da questão social que esse concurso faz em trazer jovens para a cultura”, disse.
Com o tema “São João dos desejos”, a Explosão Caipira iniciou a competição da noite, com a cenografia girando em torno da história de amor de Aladdin e Jasmine, um dos contos mais famosos da coletânea de “Mil e Uma Noites”. Logo em seguida, a Furacão Caipira trouxe “O milagre do livramento”, do município de Caracaraí para o tablado do Boa Vista Junina, transformando passos em emoção e fé.
Dessa forma, a terceira apresentação ficou por conta da Tradição Macuxi que emocionou com o tema “Uma infância perdida nos canaviais da vida”, abordando uma mensagem poderosa sobre o combate ao trabalho infantil. “O contador de histórias em: a outra face”, da Coração de Estudante, do município de Iracema, levou para o tablado a luta pela valorização da identidade, ancestralidade e o orgulho de ser negro.
O grupo de Iracema celebrou a resistência, assim como a riqueza da cultura afro-brasileira. Aplaudidos de pé, os quadrilheiros então concluíram a apresentação com uma indicação para concorrer ao quesito “casamento inovação”. Adriana Alves, noiva da agremiação, conta a emoção em percorrer 100 quilômetros para chegar ao Maior Arraial da Amazônia.
“É muito gratificante chegar até aqui. Vale a pena todo o esforço enfrentado em ter que transitar de um município para outro. Falar do povo negro no tablado é falar da minha história e de milhões de brasileiros. Foi um tema pensado com muito cuidado e trabalhado com dedicação de todos os quadrilheiros”, destacou.
Encerrando as apresentações da noite, a Escola Forrozão resgatou o “Sertão, onde o tempo não apaga a tradição”, valorizando, assim, as raízes nordestinas e a resistência dos costumes passados de geração em geração. A noite de apresentações chegou ao fim, mas a emoção do tablado continua amanhã, com mais espetáculos, cultura e a força do movimento quadrilheiro encantando o público.
Entre cores, ritmos e emoção, o público acompanha cada coreografia da arquibancada, imerso na magia que toma conta da Arena Junina. Lelimar Hernandez assistiu o espetáculo das quadrilhas na companhia da família e, desse modo, ficou encantada com os enredos contados no tablado.
“Tem sido uma linda experiência. O Boa Vista Junina é espetacular. É tudo muito bonito. Assisti as apresentações da arquibancada e são encantadoras. É um evento muito bem organizado e seguro, sem contar que é extremamente bonito, valorizando a cultura popular brasileira. Estou extremamente encantada. É uma apresentação melhor que a outra”, contou.
É só o começo! Amanhã tem mais!
19h – Quadrilha Forrozinho (infantil)
19h25 – Criança Caipira (infantil)
A partir das 20h – Grupo Especial
Fonte: Da Redação
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