Os cineastas Alex Pizano, Tayana Pinheiro e Maíra Dessana, ao centro, vencedores na categoria Ficção do Festcine Saberes Amazônicos, ladeados pela comissão organizadora - Foto: Divulgação
A primeira edição do Festcine Saberes Amazônicos encerrou com protagonismo no cenário cultural de Roraima, reunindo realizadores, produtores, estudantes e público em uma celebração do audiovisual amazônico. A cerimônia de premiação ocorreu na noite de 12 de junho de 2026, no Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Consolidado como o primeiro festival de cinema do estado voltado ao audiovisual produzido na Amazônia, o Festcine se firma como um espaço estratégico de valorização da produção regional, fortalecendo, assim, narrativas que expressam a diversidade cultural, social e territorial da região.
O festival nasce com o propósito de promover o pertencimento e ampliar os espaços de exibição audiovisual em uma região de tríplice fronteira. A iniciativa teve o objetivo de incentivar a circulação de produções autorais e o diálogo entre realizadores, estudantes e o público.
De acordo com o jornalista, cineasta e curador do festival, Éder Santos, a proposta é fortalecer o audiovisual amazônico e ampliar seu alcance. “Reunimos uma equipe de profissionais experientes com o objetivo de criar um espaço vibrante de exibição audiovisual. Precisamos valorizar as produções independentes, fortalecer nossa identidade cultural e ampliar o diálogo entre cineastas, estudantes e o público”, destacou.
A próxima edição já projeta novos horizontes. Dessa forma, a comissão organizadora pretende ampliar o festival para o cenário internacional. E, assim, abrir espaço para cineastas de países vizinhos e de outras nacionalidades interessados na temática amazônica.
Sobre essa nova etapa, Éder Santos ressalta que a proposta vai além da expansão geográfica. “Queremos que o Festcine se torne um ponto de encontro entre diferentes olhares sobre a Amazônia, conectando realizadores de outros países e ampliando o alcance das nossas histórias para além das fronteiras”, afirmou.
Para a Mostra Competitiva, foram inscritos 90 filmes de curta duração de diferentes regiões do país. No total, foram sete finalistas disputando os prêmios nas categorias documentário e ficção, evidenciando, então, o interesse crescente pelo audiovisual amazônico.
O festival também contou com mostras paralelas que ampliaram o alcance da programação, como Miradas Fronteirizas, Território Del@s, Raízes do Lavrado, Cinema Negro, Mostrinha Infantil e Mostra Estudantil, esta última composta por produções de alunos da rede estadual de ensino que participaram de oficinas de audiovisual realizadas durante o evento.
Na categoria documentário, o grande vencedor do Troféu Festcine Saberes Amazônicos foi o curta “A Pele do Ouro”, dirigido por Marcela Ulhoa e Yare Perdono, de Roraima. O segundo lugar ficou com “Mercado de Histórias”, produção acreana dirigida por Alcinete Damasceno. Já o terceiro lugar foi conquistado por “Anamã: A Veneza do Amazonas”, de Orlando Pedrosa Lima Júnior, do estado do Amazonas.
Na categoria ficção, o primeiro lugar foi para o curta “Boiúna”, dirigido por Adriana de Faria, do Pará. A obra apresenta um mergulho na cosmologia ribeirinha amazônica com forte presença de elementos indígenas. O segundo lugar ficou com “No Limite do Lavrado”, dirigido por Alex Pizano, e o terceiro lugar com “Garrote”, do amazonense Bruno Pantoja, que traz uma abordagem sensível e crítica de questões sociais tendo como pano de fundo o período da pandemia.
Fonte: Da Redação
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