Açaí, feijão e ovos lideram alta de preços e impactam prévia da inflação em março

Inflação desacelera no país, mas alta de alimentos ainda é sentida por quem vai ao supermercado

Açaí, feijão e ovos lideram alta de preços e impactam prévia da inflação em março
Foto: Divulgação

A prévia da inflação no Brasil desacelerou em março, conforme dados do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O indicador registrou alta de 0,44%, resultado 0,40 ponto percentual menor que o observado em fevereiro, quando havia ficado em 0,84%.

Apesar da desaceleração, os grupos alimentação e bebidas e despesas pessoais foram os principais responsáveis pela pressão nos preços, com altas de 0,88% e 0,82%, respectivamente.

Além disso, no acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 registra alta de 3,90%, percentual inferior aos 4,10% observados no período imediatamente anterior. Para efeito de comparação, em março de 2025 a prévia da inflação havia sido de 0,64%, o que indica uma leve redução no ritmo de aumento dos preços.

Alimentos pressionam inflação

Entre os itens que mais subiram em março, os alimentos tiveram forte impacto no índice. Nesse sentido, as maiores altas foram registradas nos preços do açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%).

Ao mesmo tempo, a alimentação dentro de casa apresentou aceleração significativa, passando de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março.

Por outro lado, a alimentação fora do domicílio desacelerou, saindo de 0,46% no mês anterior para 0,35% neste mês. Ainda assim, alguns itens continuaram em alta. O preço das refeições subiu de 0,31% para 0,62%, enquanto os lanches passaram de 0,28% para 0,50% no mesmo período.

Transportes também registram variações

No grupo Transportes, que teve variação de 0,21%, o destaque ficou para o aumento das passagens aéreas, que registraram alta de 5,94% e representaram o maior impacto individual no índice do mês, com 0,05 ponto percentual.

Além disso, as passagens de ônibus intermunicipal subiram 1,29%, refletindo reajustes registrados em algumas capitais, como Rio de Janeiro, com aumento de até 12,61%, e Curitiba, com alta de 7,27%.

Da mesma forma, o preço do táxi também aumentou 0,56%, influenciado por reajustes de 18,70% em Fortaleza, 4,53% em Salvador e 4,26% em Porto Alegre.

Por outro lado, o valor do ônibus urbano apresentou queda de 0,59%, movimento associado à implementação de gratuidades aos domingos e feriados em algumas cidades, apesar do reajuste de 20% registrado em Fortaleza.

Combustíveis apresentam comportamento misto

Em relação aos combustíveis, houve então leve recuo nos preços, especialmente no gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). No entanto, o diesel seguiu em movimento contrário e registrou alta de 3,77% no período analisado.

Além dos grupos Alimentação e Bebidas e Despesas Pessoais, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento de preços. No entanto, as variações estão moderadas, oscilando entre 0,03% no grupo Comunicação e 0,47% em Vestuário.

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais, por exemplo, a alta foi de 0,36%. Nesse caso, o resultado é influenciado principalmente pelo aumento dos planos de saúde. Eles que subiram 0,49%, além dos artigos de higiene pessoal, com variação de 0,38%.

Habitação

Por outro lado, o grupo Habitação também apresentou aceleração, passando de 0,06% em fevereiro para 0,24% em março. Esse movimento foi influenciado, sobretudo, pelo aumento da energia elétrica residencial, que registrou alta de 0,29%. O resultado reflete reajustes médios de 15,10% e 14,66% nas concessionárias do Rio de Janeiro, com impacto de 1,82% no índice do período.

Além disso, a taxa de água e esgoto subiu 0,44%, acompanhando reajustes tarifários em algumas capitais. Em Belo Horizonte, por exemplo, houve aumento de 6,56%, com impacto de 2,20%, enquanto em Porto Alegre uma das concessionárias aplicou reajuste de 6,21%, com impacto de 2,13%.

Em contrapartida, o gás encanado apresentou queda de 0,99%, resultado associado à redução de tarifas em Curitiba, de 4,01%, e no Rio de Janeiro, de 4,44%.

Fonte: Portal R7

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