Economia

Aneel atribui parte do aumento de 24,13% na tarifa de energia em Roraima ao Linhão de Tucuruí

Em audiência pública no Senado Federal, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, detalhou os fatores que levaram ao aumento de 24,13% na tarifa de energia em Roraima. O encontro aconteceu nesta quarta-feira, 25.

Conforme o dirigente, a principal mudança foi estrutural. Isso porque, segundo ele, a entrada definitiva de Roraima no Sistema Interligado Nacional (SIN), após a inauguração do Linhão de Tucuruí, alterou a forma de cobrança da energia elétrica.

“Caso não houvesse interligação, nós teríamos um reajuste da ordem de 18%, que também é um valor considerado expressivo. E por que esses outros valores ocorreriam? Em função de outros custos que também existiriam quando a operação é isolada, notadamente o custo de geração, que é mais caro, em razão da operação isolada”.

Conforme a Aneel, a conexão ao sistema nacional fez com que o estado passasse a dividir encargos e despesas que antes não eram cobrados dos consumidores locais, incluindo custos de transmissão e políticas públicas do setor elétrico. Esses encargos setoriais respondem por cerca de 9% do aumento tarifário em Roraima.

Redução gradual

Apesar da alta, Feitosa afirmou que a tendência é de redução das tarifas nos próximos anos, principalmente com o desligamento de usinas termelétricas.

“A tarifa de 2027 certamente será menor do que o valor que foi aplicado em 2026. Já sinalizando que em 2026, em julho, em função do desligamento de diversas usinas termelétricas, a tarifa também já será menor”.

Roraima ligada ao SIN

O Linhão de Tucuruí marcou o fim do isolamento energético do estado, que durante anos dependeu de termelétricas e importação de energia. A nova estrutura permite transferência de eletricidade entre regiões do país e reduz o risco de apagões.

As obras para a construção do empreendimento foram de responsabilidade da Transnorte Energia S.A, contratada pela União em 2011 por meio de um leilão. A previsão inicial de término era 2015, o que não ocorreu, já que foi necessário aprovação dos Waimiri-Atroari. É que grande parte das torres passa pela Terra Indígena Waimiri-Atroari, no Amazonas.

Fonte: Da Redação

Lara Muniz

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