Os roraimenses já começaram a sentir no bolso a alta nos preços dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio. Em Uiramutã, ao Norte do Estado, o valor do litro da gasolina é vendido a R$ 9,29, enquanto o diesel S10 chega a R$9,39.
Conforme um morador da região consultado pela reportagem, na semana passada, o litro da gasolina estava R$ 8,70 e diesel R$ 8,90, um aumento médio percentual de 6,15% em poucos dias.
Mais de um amento
Na capital Boa Vista a situação não é diferente. Em uma semana, os preços subiram pelo menos duas vezes nas bombas de combustíveis, com a gasolina chegando ao valor médio de R$ 7,55.
O Sindicato de Postos de Combustíveis em Roraima (Sindipostos) atribui a alta repentina à guerra no Irã, já que o Estreito de Hormuz, onde houve ataques a navios, é por onde passa 20% do consumo global de petróleo.
“Automaticamente, com esse conflito, se gerou um grande problema. Há grandes navios petroleiros por lá parados, pois não conseguem passar. Com isso, estamos vivendo um risco de escassez e automaticamente um alta nos preços não só no Brasil, mas no mundo inteiro”, explicou o presidente da entidade, João Victor Kotinski.
Medidas para conter alta do petróleo
Nesta quinta-feira 12, o presidente Lula da Silva assinou um decreto presidencial que zera as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, ele assinou uma medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.
O governo brasileiro desenhou medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis, segundo ele, por ações especuladoras. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
O anúncio da medida é em caráter temporário e justificadas devido a alta do petróleo causada pela guerra no Irã. O país é o maior fornecedor de combustível do mundo.
Fonte: Da Redação


